A Polícia Militar do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira (24) uma ocupação por tempo indeterminado em bairros da Zona Norte que fazem parte do chamado Complexo de Israel.
A operação concentra forças de segurança em Vigário Geral, Parada de Lucas e Cordovil, uma área apontada pelas autoridades como território sob influência do Terceiro Comando Puro (TCP), uma das principais facções criminosas do Rio de Janeiro e rival do Comando Vermelho (CV).
A decisão amplia a presença policial em uma região marcada por disputas territoriais, barricadas e confrontos entre grupos criminosos.
Por que a região é chamada de Complexo de Israel?
O nome ganhou força devido à atuação de Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do TCP na região.
Segundo investigações e relatos sobre a atuação criminosa no território, símbolos associados a Israel passaram a ser utilizados pelo grupo, dando origem ao apelido Complexo de Israel.

A área reúne comunidades estratégicas da Zona Norte e possui importantes corredores de circulação, o que aumenta a disputa pelo controle territorial.
PM pretende manter presença na região
Diferentemente de uma operação pontual, a estratégia anunciada pela Polícia Militar prevê ocupação por tempo indeterminado.
A ideia é manter equipes na região para ampliar o controle das áreas consideradas estratégicas e dificultar a movimentação de grupos criminosos.
A medida também ocorre em um momento de tensão entre facções que disputam territórios na Zona Norte do Rio.

Disputa entre TCP e Comando Vermelho
O Complexo de Israel está no centro de uma disputa territorial entre o TCP e o Comando Vermelho.
O controle dessas áreas representa poder sobre comunidades, rotas de circulação e atividades criminosas, além de influenciar regiões vizinhas.
Por isso, a ocupação policial pode provocar mudanças na dinâmica de segurança de diferentes bairros da Zona Norte.

Entenda o contexto
O Complexo de Israel é uma região da Zona Norte do Rio de Janeiro associada à atuação do Terceiro Comando Puro, facção que mantém uma disputa histórica com o Comando Vermelho pelo controle territorial.
O nome da região está relacionado à influência de Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do TCP na área. A Polícia Militar decidiu ampliar sua presença em Vigário Geral, Parada de Lucas e Cordovil e anunciou uma ocupação por tempo indeterminado.
A estratégia busca aumentar o controle policial sobre a região e dificultar a atuação de grupos criminosos, mas também pode provocar impactos na circulação de moradores e no funcionamento de serviços públicos caso ocorram confrontos ou bloqueios.