Segurança preso por morte de ciclista vai à delegacia usando bicicleta da própria vítima

Davi Santos Machado é um dos suspeitos presos pela morte de Cláudio Rafael Landeiro, em Copacabana; polícia investiga a participação de quatro pessoas no crime.
Redação NC News
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Um dos suspeitos presos pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, chamou atenção ao comparecer à delegacia para prestar depoimento pedalando justamente a bicicleta que pertencia à vítima. O caso aconteceu em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e é investigado pela Polícia Civil.

O suspeito, identificado como Davi Santos Machado, de 21 anos, inicialmente negou ter participado diretamente das agressões. Segundo o relato apresentado à polícia, ele teria acreditado que Cláudio estava com uma bicicleta que havia sido roubada.

No entanto, imagens de câmeras de segurança analisadas durante a investigação contradisseram parte da primeira versão apresentada pelo suspeito. Após a divulgação das imagens, Davi confessou participação nas agressões.

Bicicleta motivou a abordagem

A investigação aponta que Cláudio estava utilizando uma bicicleta que, na realidade, pertencia a uma de suas irmãs. A suspeita de que o veículo tivesse sido roubado acabou desencadeando a abordagem que terminou em violência.

Novas imagens analisadas pela polícia mostram que a vítima não teria reagido às provocações antes das agressões. O caso passou a ser tratado como um possível linchamento após uma acusação que, segundo a família, era equivocada.

Quatro suspeitos estão presos

Além de Davi, outros três suspeitos foram presos: o também segurança Jorge Luiz Ricardo Dias e os entregadores Felipe Eduardo dos Santos e Ailton José da Silva.

Felipe confessou participação nas agressões, enquanto Ailton permaneceu em silêncio durante o depoimento. A polícia ainda procura identificar um quinto envolvido que aparece nas imagens de segurança.

A Justiça manteve as prisões temporárias dos dois entregadores durante as audiências de custódia.

Investigação busca esclarecer toda a dinâmica

A Polícia Civil continua analisando imagens de câmeras de segurança e depoimentos para esclarecer exatamente como a abordagem começou, quem participou das agressões e qual foi a atuação de cada suspeito.

O caso é investigado como homicídio triplamente qualificado, considerando as circunstâncias apontadas pela investigação.

A morte de Cláudio provocou forte repercussão no Rio de Janeiro e levantou novamente o debate sobre os riscos de acusações feitas sem confirmação e de ações violentas tomadas por conta própria.

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