A Prefeitura de Macapá começou a reforçar a preparação para os impactos do período de estiagem na capital. Representantes de diferentes secretarias municipais se reuniram na terça-feira (25) para definir estratégias de prevenção e resposta a situações de emergência que podem ocorrer durante os próximos meses.
A preocupação envolve principalmente períodos de seca e o aumento do risco de incêndios em áreas de mata e residências. Segundo a Defesa Civil Municipal, a estiagem já começou no Amapá e também em Macapá, o que levou o município a organizar antecipadamente a atuação das diferentes áreas da administração.
Uma das principais medidas será a criação de um Grupo de Trabalho voltado à transição climática, responsável por integrar as secretarias e organizar ações de prevenção, monitoramento e resposta diante de eventuais ocorrências.
Por que Macapá está se preparando agora?
O município ainda não sabe qual será a intensidade da estiagem nem o tamanho dos possíveis prejuízos.
É justamente essa incerteza que levou a prefeitura a antecipar o planejamento.
O secretário municipal de Gabinete Civil, Rui Ferro, explicou que a estratégia é preparar os órgãos para possíveis situações de emergência antes que os impactos se agravem.
Isso significa definir previamente quem deverá atuar, quais áreas precisam de maior acompanhamento e como diferentes secretarias poderão trabalhar juntas caso uma emergência seja registrada.
A intenção é reduzir o tempo de resposta quando a população precisar do poder público.
Defesa Civil apresenta plano para a estiagem de 2026
Durante a reunião, a Divisão de Defesa Civil Municipal apresentou o Plano de Atendimento Emergencial – Estiagem 2026, chamado de PAE 2026.
O documento reúne informações que deverão orientar a atuação do município durante o período mais seco.
Entre os pontos analisados estão o mapeamento das áreas com risco de desastres, o cenário esperado para Macapá e os possíveis efeitos das condições climáticas sobre o município.
O plano também estabelece medidas que poderão ser adotadas pela Defesa Civil caso ocorram situações de emergência.

Incêndios estão entre as principais preocupações
O período de estiagem traz consequências que vão além da falta de chuva.
Com a vegetação mais seca e a redução da umidade, aumenta a preocupação com incêndios, principalmente em áreas de mata.
O coordenador da Defesa Civil de Macapá, Nadson Costa, afirmou que o planejamento considera também a possibilidade de incêndios em residências e problemas relacionados à seca.
A estratégia é preparar as equipes para que uma eventual ocorrência possa receber resposta mais rápida e coordenada.
Isso se torna especialmente importante quando diferentes problemas acontecem ao mesmo tempo e exigem a atuação de mais de um órgão municipal.
O que muda com o novo Grupo de Trabalho?
A proposta é evitar que cada secretaria trabalhe isoladamente diante de uma situação climática adversa.
O Grupo de Trabalho deverá reunir informações e alinhar as ações dos órgãos municipais envolvidos.
A partir do diagnóstico elaborado para a cidade, as secretarias poderão definir estratégias conjuntas de prevenção, acompanhamento das áreas vulneráveis e resposta a eventuais emergências.
Na prática, a integração pode ajudar a organizar recursos, equipes e decisões antes que uma ocorrência ganhe proporções maiores.
El Niño também está sendo considerado no planejamento
O diagnóstico municipal apresentado durante a reunião considera possíveis efeitos relacionados ao fenômeno El Niño.
O El Niño ocorre quando existe um aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração pode modificar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.
Na Região Norte, entre os possíveis impactos associados ao fenômeno estão redução das chuvas, temperaturas mais elevadas e diminuição da umidade.
Esse conjunto de condições pode deixar a vegetação mais seca e favorecer incêndios e queimadas.
Isso não significa, porém, que todos esses efeitos necessariamente ocorrerão com a mesma intensidade em Macapá. O próprio município afirma que ainda existe incerteza sobre a força do cenário climático e os prejuízos que ele poderá provocar.
O que a estiagem pode provocar na cidade?
A estiagem é caracterizada por um período prolongado com redução significativa das chuvas.
Quando esse cenário se intensifica, diferentes áreas podem ser afetadas.
Além do aumento do risco de queimadas e incêndios florestais, períodos prolongados de seca podem trazer impactos ambientais e dificuldades para comunidades mais vulneráveis.
Por isso, o monitoramento antecipado é considerado importante para identificar rapidamente mudanças nas condições locais.
No caso de Macapá, a prefeitura decidiu concentrar o planejamento especialmente na preparação para emergências e na integração entre os órgãos municipais.
População também precisa ficar atenta aos incêndios
Durante períodos de tempo seco, atitudes cotidianas podem aumentar o risco de fogo.
Queimar lixo, folhas ou vegetação pode fazer com que as chamas se espalhem rapidamente, principalmente quando existe material seco e vento.
Também é importante evitar descartar materiais que possam provocar fogo em áreas de vegetação.
Ao perceber incêndios ou outras situações de risco, a orientação é procurar os órgãos de emergência responsáveis pelo atendimento e não tentar enfrentar grandes focos de fogo sem equipamentos e treinamento adequados.
O que acontece agora?
O próximo passo será colocar em funcionamento a atuação integrada prevista pelo Grupo de Trabalho.
As secretarias deverão usar as informações reunidas no diagnóstico municipal para definir estratégias de prevenção, monitoramento e resposta.
Ao mesmo tempo, a Defesa Civil seguirá acompanhando as condições durante o período de estiagem.
O objetivo é fazer com que o município consiga reagir mais rapidamente caso incêndios, seca ou outras situações relacionadas ao clima atinjam a população.
ENTENDA O CONTEXTO
Macapá entrou no período de estiagem e a prefeitura decidiu organizar antecipadamente a resposta do município diante dos riscos associados aos meses mais secos.
A Defesa Civil apresentou um plano emergencial para 2026 que inclui mapeamento de áreas vulneráveis, análise do cenário climático e preparação para ocorrências como incêndios em áreas de mata e residências.
O município também considera no planejamento possíveis impactos associados ao El Niño, que pode alterar os padrões de chuva e temperatura.
Ainda não há definição sobre qual será a intensidade da estiagem ou quais prejuízos poderão ocorrer. Por isso, a estratégia da prefeitura é preparar as equipes antes de eventuais emergências.
A partir de agora, o novo Grupo de Trabalho deverá integrar diferentes secretarias para que prevenção, monitoramento e resposta aconteçam de forma coordenada.