A soja brasileira ganhou força no mercado e atingiu um dos maiores patamares de preços dos últimos anos. Segundo o Cepea, os indicadores CEPEA/ESALQ de Paranaguá e do Paraná alcançaram os maiores níveis nominais diários desde abril de 2023.
O movimento ocorre em um cenário de demanda firme, tanto no mercado externo quanto no mercado doméstico.
A procura internacional segue aquecida, principalmente por parte da China, enquanto as indústrias brasileiras intensificam as compras para recompor e garantir estoques.
Ao mesmo tempo, os vendedores estão mais cautelosos, reduzindo a disponibilidade de lotes para negociação imediata.
China e indústria brasileira sustentam a demanda
A combinação entre compradores ativos e produtores menos dispostos a vender ajuda a explicar a valorização recente da soja.
No mercado doméstico, a necessidade de recomposição dos estoques mantém as indústrias presentes nas negociações. No exterior, a demanda chinesa continua sendo um dos principais fatores de sustentação.
O indicador de soja CEPEA/ESALQ de Paranaguá fechou em R$ 153,68 por saca de 60 quilos em 21 de agosto, acumulando alta de 6,05% no mês. No Paraná, a referência estava em R$ 146,70 por saca, com valorização mensal de 6,87%.
Outro fator que influencia o comportamento do mercado são as incertezas relacionadas à oferta mundial da safra 2026/27.
O Cepea aponta que possíveis impactos do El Niño sobre as condições de produção contribuem para deixar os vendedores mais cautelosos.
O cenário internacional também reforça as altas observadas no mercado brasileiro.
Para o produtor, portanto, a formação dos preços neste momento depende de uma combinação de fatores: demanda chinesa, compras da indústria nacional, disponibilidade de soja, clima e perspectivas para a produção mundial.
O resultado é um mercado mais firme, com os indicadores brasileiros retornando a níveis nominais que não eram registrados desde 2023.
Fonte: Cepea/Esalq-USP.