Uma briga entre dois irmãos terminou em morte na noite de quarta-feira (26), em Perus, na zona norte de São Paulo. Um adolescente de 14 anos foi apreendido pela Guarda Civil Metropolitana suspeito de atingir o próprio irmão, de 21, com uma facada. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
A discussão terminou em violência
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os irmãos estavam dentro da casa da família, na região do Recanto dos Humildes, quando começaram uma discussão. O desentendimento evoluiu para uma agressão física e o adolescente teria atingido o irmão com uma faca.
O jovem de 21 anos foi levado para uma unidade de saúde, mas morreu em decorrência dos ferimentos. A faca apontada como utilizada no crime foi apreendida e encaminhada para perícia.
O adolescente permaneceu na residência após o ataque e acabou localizado e apreendido pelas equipes de segurança.
O que a polícia ainda precisa esclarecer
O caso foi registrado como homicídio no 33º Distrito Policial, em Pirituba. A investigação deverá esclarecer o que provocou a discussão e como ocorreu exatamente a agressão.
Há relatos de que o desentendimento teria relação com uma mulher, mas essa informação ainda integra a apuração policial e não deve ser tratada como a motivação definitiva do crime.
Adolescente está à disposição da Justiça
Após a apreensão, o adolescente foi encaminhado ao 33º DP e ficou à disposição da Justiça. Por ter 14 anos, ele responde segundo as regras previstas para adolescentes em conflito com a lei, e não pelo sistema penal destinado a adultos.
A eventual aplicação de medida socioeducativa será definida pela Justiça, conforme o andamento do caso.
Entenda o contexto
O crime aconteceu dentro da residência da família, em Perus, e envolveu dois irmãos. A vítima, de 21 anos, morreu após ser atingida por uma facada. O adolescente, de 14, foi apreendido ainda na noite do crime.
Agora, a investigação deve reunir depoimentos, perícias e outros elementos para esclarecer o que levou à briga e a dinâmica exata da agressão. O caso ainda está em investigação e não há, até o momento, uma condenação.