MP investiga suspeita de vazamento e falhas em concurso com 38 mil candidatos em Araguaína

Ministério Público investiga possível vazamento e irregularidades no concurso público de Araguaína com milhares de inscritos.
Redação NC News
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O Ministério Público do Tocantins (MPTO) investiga possíveis irregularidades no concurso público de Araguaína, que reúne 38.350 candidatos para 1.533 vagas na administração municipal. A apuração envolve a banca organizadora, o Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (IDIB), e a Prefeitura de Araguaína.

Entre os pontos analisados está a suspeita de vazamento do caderno de questões de Analista Administrativo, que teria circulado em grupos de WhatsApp antes da divulgação oficial. O Ministério Público também recebeu relatos de problemas na aplicação das provas, incluindo diferenças na fiscalização e no horário de início da avaliação.

O concurso seleciona servidores para diferentes áreas da administração municipal, incluindo o quadro geral do Executivo, a Secretaria Municipal da Educação, o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores, a Procuradoria Municipal e a Agência Municipal de Segurança, Transporte e Trânsito.

Caderno de questões teria circulado antes da divulgação oficial

De acordo com o procedimento instaurado pelo Ministério Público, o arquivo referente à prova de Analista Administrativo teria começado a circular em um aplicativo de mensagens por volta das 11h39 do dia da aplicação.

A principal questão investigada é saber se o documento que circulou antecipadamente corresponde, de forma parcial ou integral, ao caderno de questões efetivamente entregue aos candidatos.

O MPTO busca reconstruir a trajetória do material e verificar como, quando e por quem o conteúdo poderia ter sido acessado antes da divulgação oficial. A apuração ainda não concluiu se houve vazamento ou se o arquivo compartilhado corresponde exatamente à prova aplicada.

O cargo de procurador municipal está entre os mais concorridos do concurso, com 542 candidatos por vaga.

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Candidatos relatam falhas durante aplicação

Além da suspeita envolvendo o caderno de questões, o Ministério Público recebeu reclamações sobre a condução das provas em diferentes locais.

Entre os relatos estão diferenças na fiscalização de objetos levados pelos candidatos. Em algumas salas, fiscais teriam exigido garrafas transparentes e sem rótulo, enquanto em outras candidatos permaneceram com garrafas térmicas e sacolas de supermercado.

Também foram relatadas diferenças no momento de início da avaliação. Segundo as denúncias recebidas, em pelo menos uma sala alguns candidatos já teriam começado a responder às questões depois de assinar a lista de presença enquanto outros ainda aguardavam a chamada para assinatura.

Há ainda reclamações relacionadas ao cartão-resposta, acesso aos locais de prova e tempo de espera antes da abertura dos portões.

O Ministério Público agora tenta verificar se os problemas foram casos isolados ou se houve falhas capazes de comprometer a igualdade de condições entre os participantes.

Prefeitura e IDIB terão prazo para apresentar documentos

O Ministério Público abriu procedimento administrativo e determinou que a Prefeitura de Araguaína e o IDIB apresentem documentos e esclarecimentos no prazo de 10 dias.

Entre as informações solicitadas estão dados sobre a elaboração, impressão, acesso, transporte, distribuição e aplicação das provas. O objetivo é identificar possíveis falhas no controle do material e esclarecer em que circunstâncias o arquivo de Analista Administrativo teria circulado antes da divulgação oficial.

A OAB de Araguaína também acompanha o caso. A subseção informou que levará as irregularidades apontadas ao Conselho Seccional para análise e adoção das medidas cabíveis.

Em nota, a Prefeitura afirmou que ainda não havia sido oficialmente notificada, mas que acompanha o caso e que a comissão responsável pelo concurso seguirá monitorando os procedimentos relacionados ao certame.

O município também declarou que prestará os esclarecimentos e as informações solicitados pelos órgãos competentes dentro dos procedimentos legais.

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O que pode acontecer com o concurso?

Neste momento, não há decisão de anulação do concurso. A investigação ainda está em fase de apuração e depende das informações que serão apresentadas pela Prefeitura, pelo IDIB e dos demais elementos reunidos pelo Ministério Público.

Caso seja comprovado que uma prova teve seu conteúdo divulgado antes da aplicação e que isso comprometeu a isonomia entre os candidatos, as autoridades poderão avaliar quais medidas devem ser adotadas.

Dependendo da extensão das irregularidades eventualmente comprovadas, podem ser discutidas medidas como a anulação de uma prova específica, reaplicação de uma etapa ou outras providências previstas na legislação e no edital. Uma eventual anulação total do concurso, porém, dependeria da dimensão e da gravidade dos problemas identificados.

Enquanto isso, os candidatos aguardam os próximos passos da investigação e novas informações oficiais sobre o andamento do certame.

Concurso tem 38 mil candidatos e 1.533 vagas

O concurso público de Araguaína reúne 38.350 inscritos e oferece 1.533 vagas em diferentes áreas da administração municipal.

As oportunidades estão distribuídas entre o quadro geral do Executivo, a Secretaria Municipal da Educação, o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores, a Procuradoria Municipal e a Agência Municipal de Segurança, Transporte e Trânsito.

A maior concorrência está no cargo de procurador municipal, que registra 542 candidatos por vaga.

Entenda o contexto

O concurso de Araguaína passou a ser investigado pelo Ministério Público do Tocantins após denúncias sobre uma possível circulação antecipada do caderno de questões de Analista Administrativo e relatos de falhas durante a aplicação das provas. O arquivo teria circulado em grupos de mensagens por volta das 11h39, antes da divulgação oficial. O MPTO ainda precisa verificar se o documento corresponde à prova aplicada e em que circunstâncias o material teria sido acessado. Prefeitura e IDIB receberam prazo de 10 dias para apresentar documentos e esclarecimentos. Até o momento, não há decisão de anulação do concurso, que tem 38.350 candidatos inscritos para 1.533 vagas.

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