Uma mineira de 33 anos morreu afogada ao tentar salvar uma criança de 9 anos no Rio Delaware, nos Estados Unidos. Priscila Álvares Pereira dos Santos, natural de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, entrou na água depois de perceber que a menina estava se afogando.
O acidente aconteceu na segunda-feira (24), na cidade de Delaware, no estado de Nova Jersey. A criança conseguiu sobreviver, mas Priscila não conseguiu retornar à margem.
O corpo da mineira foi localizado cerca de 24 horas depois, na terça-feira (25), justamente no dia em que ela completaria 34 anos.
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Priscila saiu com os filhos para o rio
Priscila morava nos Estados Unidos havia cerca de quatro anos. Ela se mudou para o país com o marido, Alex Candido do Nascimento, e os dois filhos, atualmente com 9 e 3 anos.
Nos Estados Unidos, ela trabalhava fazendo faxinas. O marido atua com entregas postais.
Segundo Guilherme Henrique da Rocha Álvares, irmão de Priscila, o local onde ocorreu o acidente era frequentado pela família e por outros brasileiros que vivem na região.
No dia da tragédia, Priscila havia trabalhado durante a manhã. À tarde, decidiu sair de casa com os filhos para passar um tempo no rio, um lugar que a família já costumava frequentar.
“A minha irmã, no dia 24, ela trabalhou pela manhã e, na parte da tarde, chegou em casa e decidiu sair com os filhos para esse local. Era um local que eles sempre tinham costume de ir”, contou Guilherme.
Mineira havia sido batizada no mesmo local
O Rio Delaware também tinha um significado especial para Priscila. Segundo o irmão, meses antes da tragédia, ela havia sido batizada pela igreja que frequentava justamente naquele ponto.
A família conta que o espaço era utilizado por integrantes da comunidade brasileira para momentos de lazer e também para atividades religiosas.
“Esse rio era utilizado também por toda a comunidade. Inclusive, a minha irmã acabou se tornando uma pessoa frequente numa igreja e há 2 meses ela tinha sido batizada justamente nesse mesmo local”, relatou Guilherme.
Ela conseguiu empurrar criança para a margem
No momento do acidente, Priscila percebeu que a filha de um casal de amigos estava se afogando.
Ela entrou no rio para ajudar a menina e conseguiu empurrá-la em direção à margem. Outras pessoas que estavam no local terminaram o resgate da criança.
Priscila, porém, acabou sendo levada pela correnteza. Ela submergiu e não foi mais localizada naquele momento.
“As pessoas que estavam na margem terminaram de fazer o resgate da garotinha, mas infelizmente a minha irmã não conseguiu sair do rio. Ela submergiu novamente e já não foi mais localizada”, contou o irmão.
Segundo informações da imprensa local, o trecho onde ocorreu o afogamento é conhecido por ter correntezas fortes.
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Família busca ajuda para trazer corpo ao Brasil
Após a localização do corpo, a família iniciou os procedimentos para o traslado de Priscila ao Brasil.
Os familiares entraram em contato com o Consulado-Geral do Brasil em Nova York. Segundo a família, o órgão informou que poderia auxiliar com a emissão da certidão de óbito e com os procedimentos de repatriação, mas não custearia o transporte do corpo.
A reportagem entrou em contato com o Itamaraty, mas não recebeu resposta até a última atualização.
Comunidade faz campanha para ajudar família
Diante dos custos, amigos e integrantes da comunidade brasileira nos Estados Unidos organizaram uma vaquinha para arrecadar dinheiro.
A campanha busca custear o traslado do corpo para o Brasil, as despesas do funeral, a viagem de familiares e também oferecer apoio ao filho mais novo de Priscila, que é autista não verbal.
Enquanto a família tenta viabilizar o retorno de Priscila para Betim, parentes e amigos se despedem de uma mulher que morreu depois de entrar no rio para salvar uma criança.
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