A influenciadora Virginia Fonseca virou alvo de uma notícia-crime apresentada à Justiça do Paraná por um advogado que pede a investigação da atuação dela na publicidade de plataformas de apostas. O documento aponta supostos crimes de estelionato, propaganda enganosa e induzimento à especulação.
O Ministério Público do Paraná pediu que o caso seja encaminhado a uma Secretaria de Promotoria para avaliar uma eventual abertura de inquérito policial. Portanto, a apresentação da notícia-crime não significa que Virginia tenha sido condenada nem que as acusações estejam comprovadas.
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O que diz a denúncia contra Virginia?
A notícia-crime menciona a relação comercial da influenciadora com as plataformas Esportes da Sorte e Blaze e questiona conteúdos publicados para divulgar apostas on-line.
Um dos principais pontos apresentados pelo advogado envolve uma forma de remuneração que ficou popularmente conhecida como “cachê da desgraça” — expressão usada para contratos nos quais influenciadores poderiam receber valores relacionados às perdas dos apostadores que atraíram para determinada plataforma.
A denúncia sustenta que Virginia teria recebido 30% das perdas de seguidores que apostavam na Blaze. A alegação ainda precisa ser apurada pelas autoridades.
Aposta durante torneio mundial entrou no documento
Entre os episódios citados está uma publicação feita durante o torneio mundial de seleções de 2026.
Virginia divulgou uma aposta na vitória de Cabo Verde contra a Argentina. A seleção argentina acabou vencendo por 3 a 2 na prorrogação.
Segundo o advogado, o conteúdo seria um exemplo de incentivo aos seguidores para apostar em um resultado de baixa probabilidade. Trata-se da interpretação apresentada na notícia-crime, que ainda será submetida à análise das autoridades.

O que é o chamado “cachê da desgraça”?
A expressão ganhou repercussão durante as discussões da CPI das Bets.
O relatório da comissão descreveu a prática como um modelo em que influenciadores são remunerados pelas empresas de apostas com base no valor perdido pelos seguidores convertidos em apostadores.
No caso de Virginia, o relatório da CPI mencionou uma cláusula contratual relacionada aos resultados financeiros gerados por usuários captados por meio de seu link. Em depoimento à comissão, Virginia negou que seus ganhos fossem vinculados às perdas dos apostadores.
Virginia rompeu recentemente com a Blaze
A nova frente jurídica surge poucos dias depois de Virginia anunciar o encerramento da parceria comercial com a Blaze.
A ruptura aconteceu em meio a uma ação civil pública do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios contra a influenciadora e a plataforma. Nessa outra ação, o MPDFT pede, entre outras medidas, indenização mínima de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
Virginia também já havia encerrado, em 2024, a parceria mantida com a Esportes da Sorte desde 2022.
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Virginia já está sendo investigada criminalmente neste novo caso?
A abertura de uma investigação é justamente o que ainda está sendo analisado.
Uma notícia-crime é uma comunicação às autoridades sobre fatos que podem, em tese, constituir crime. A partir dela, Ministério Público e autoridades policiais podem avaliar se existem elementos suficientes para avançar com uma investigação.
Neste caso, o Ministério Público do Paraná solicitou o encaminhamento do documento para análise sobre a eventual abertura de inquérito.
Até o momento, portanto, não há condenação decorrente dessa nova denúncia.
ENTENDA O CONTEXTO
A relação de Virginia Fonseca com empresas de apostas vem provocando questionamentos jurídicos e políticos.
Agora, um advogado apresentou uma notícia-crime no Paraná pedindo investigação sobre a publicidade feita pela influenciadora para plataformas de apostas.
O documento cita supostos crimes e questiona até a forma como Virginia teria sido remunerada. Essas alegações, porém, ainda dependem de apuração e não podem ser tratadas como fatos comprovados.
O próximo passo será a avaliação do Ministério Público sobre a existência de elementos para avançar com uma investigação formal.
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