Pesquisas mais recentes para presidente mostram disputa acirrada entre Lula e Flávio, eleição pode ser decidida voto a voto

Novas pesquisas mostram disputa apertada pela Presidência e indicam cenário aberto até os últimos dias de campanha.
Redação NC News
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As pesquisas divulgadas nas últimas semanas, pelos principais institutos que atuam no país, mostram que a eleição presidencial de 2026 está longe de ter um favorito consolidado. Lula (PT) continua à frente nos principais levantamentos nacionais, mas a distância para Flávio Bolsonaro (PL) diminuiu e mantém a disputa em aberto. No Datafolha, o petista aparece com 39% contra 33% do adversário no primeiro turno. Já em eventual segundo turno, a vantagem cai para quatro pontos: 47% a 43%.

O cenário é semelhante em outros institutos. BTG/Nexus apontou Lula com 41% e Flávio com 37%, enquanto o PoderData registrou 38% a 35%. Nas simulações de segundo turno, as diferenças ficam dentro da margem de erro ou muito próximas dela, indicando uma disputa que pode ser decidida nos detalhes.

São Paulo e Sudeste viram campo de batalha

Se o Nordeste continua sendo o principal reduto eleitoral de Lula, o Sudeste se tornou a grande arena da eleição. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Flávio aparece numericamente à frente em levantamentos estaduais compilados por institutos e agregadores de pesquisa.

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O desafio para o presidente é evidente. Levantamento Datafolha mostrou que a avaliação positiva do governo caiu para 27% em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, enquanto a reprovação supera a aprovação nessas regiões.

Rejeição pode decidir a eleição

Mais do que intenção de voto, as campanhas acompanham outro indicador com atenção: a rejeição. O Datafolha aponta que 46% dos eleitores dizem não votar em Flávio Bolsonaro, enquanto 45% rejeitam Lula. É um empate que limita o crescimento dos dois polos e aumenta a importância do voto útil.

Na prática, isso significa que a eleição pode ser definida menos pela capacidade de conquistar novos eleitores e mais pela habilidade de cometer menos erros. Escândalos, crises econômicas ou desgastes de imagem podem ter impacto imediato em uma disputa tão apertada.

O centro continua sem encontrar espaço

Enquanto Lula e Flávio concentram as atenções, nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e outros pré-candidatos seguem distantes dos líderes. Apesar de aparecerem em alguns cenários com índices entre 3% e 5%, ainda não demonstraram força suficiente para romper a polarização.

Essa dificuldade aumenta a pressão sobre partidos de centro e lideranças regionais, que terão de decidir se mantêm projetos próprios ou se negociam apoio aos dois principais blocos da disputa.

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A eleição dos detalhes

A fotografia atual das pesquisas aponta para uma conclusão clara: a eleição de 2026 está mais parecida com uma maratona do que com uma corrida de velocidade. Lula lidera, mas não dispara. Flávio cresce, mas ainda não ultrapassa o presidente. E os candidatos da terceira via continuam sem encontrar uma avenida para avançar.

Com rejeições elevadas, diferenças pequenas e possibilidade real de segundo turno equilibrado, a disputa entra em uma fase em que cada viagem, cada aliança e cada ponto percentual conquistado nos estados-chave pode fazer a diferença entre chegar ao Planalto ou assistir à vitória do adversário.

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