Sabalenka ignora críticas ao look transparente no US Open: “Quem se importa?”

Número 1 do mundo e atual campeã do torneio, bielorrussa defende visual ousado inspirado no basquete enquanto se prepara para iniciar a defesa do título em Nova York
Redação NC News
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Aryna Sabalenka chegou ao US Open para defender o título e encontrou os holofotes antes mesmo de estrear na chave principal. Não foi apenas o tênis da número 1 do mundo que chamou atenção em Flushing Meadows: o look transparente usado pela bielorrussa em uma partida de duplas mistas ao lado de Novak Djokovic dividiu opiniões e provocou uma enxurrada de comentários nas redes sociais.

Sabalenka, no entanto, deixou claro que não pretende mudar de ideia por causa das críticas.

“Quem se importa com o que as pessoas pensam? Eu adoro”, afirmou a tenista ao comentar a repercussão negativa do uniforme desenvolvido pela Nike.

O visual mistura tons de laranja e preto, com uma peça de tela sobreposta a um top esportivo. O conceito faz parte da coleção criada para o US Open de 2026 e busca referências no basquete e na cultura esportiva de Nova York.

Enquanto a internet discute moda, Sabalenka tenta resolver uma questão bem mais importante dentro de quadra: recuperar a melhor versão para defender o título do último Grand Slam da temporada.

Look inspirado no basquete dividiu opiniões

Sabalenka estreou o uniforme durante a disputa de duplas mistas na Fan Week do US Open. A peça rapidamente ganhou repercussão entre fãs e especialistas, principalmente pelo uso da transparência e pelo desenho pouco convencional para os padrões tradicionais do tênis.

A inspiração, porém, não surgiu por acaso.

A Nike adotou uma proposta temática para os principais torneios da temporada. Segundo Sabalenka, cada Grand Slam recebeu referências de um esporte diferente: surfe no Australian Open, balé em Roland Garros, críquete em Wimbledon e, agora, basquete no US Open.

A escolha faz sentido especialmente em Nova York. O basquete é parte importante da identidade esportiva da cidade, e a própria organização do US Open destacou a influência da cultura ligada ao New York Knicks nos uniformes apresentados durante o torneio.

“Este ano foi muito especial para a Nike. Os looks sempre tiveram relação com diferentes esportes. Surfe no Australian Open, balé em Roland Garros, críquete em Wimbledon. Agora é o basquete, e estamos em Nova York. Não é a combinação perfeita?”, disse Sabalenka.

A tenista afirmou que gosta justamente do fato de o uniforme ser diferente.

“Eu amo basicamente tudo no meu look. Gosto do fato dele ser diferente. Gosto que seja ousado. Não importa o que as pessoas estejam dizendo na internet”, declarou.

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A reação negativa ao figurino não passou despercebida pela líder do ranking da WTA. Nas redes sociais, alguns torcedores classificaram o visual como exagerado e inadequado, enquanto outros elogiaram a ousadia e apontaram o uniforme como um dos mais marcantes do torneio.

Sabalenka decidiu não entrar na discussão para convencer quem pensa diferente.

Segundo a bielorrussa, as críticas surgem independentemente do estilo escolhido pelas marcas esportivas.

“Quando a Nike era mais simples e tradicional, as pessoas reclamavam. Quando a Nike fez algo realmente legal e divertido, tentando voltar a inovar, elas continuaram reclamando. Então, quem se importa com as pessoas?”, questionou.

A resposta resume a postura da atual número 1: o principal critério para usar a roupa é gostar dela.

“A única coisa que importa para mim é que eu gosto. Para mim, é superdivertido. Além disso, fica muito legal nas fotos”, completou.

O episódio reforça uma transformação que vem acontecendo no tênis nos últimos anos. As roupas deixaram de ser apenas uniformes e passaram a ocupar espaço importante na construção da imagem das grandes estrelas do circuito.

Em torneios como o US Open, onde as regras permitem maior liberdade estética do que em Wimbledon, por exemplo, moda e esporte passaram a caminhar cada vez mais próximos.

Defesa do título chega em momento de pressão

Se fora das quadras Sabalenka demonstra tranquilidade diante das críticas, dentro delas a situação exige atenção.

A bielorrussa chega ao US Open como atual campeã e número 1 do mundo, mas após um período de resultados abaixo do padrão estabelecido por ela nos últimos anos.

Sabalenka não disputou finais recentes nos principais torneios e acumulou eliminações que aumentaram as dúvidas sobre sua condição para defender o troféu em Nova York.

A pressão é natural para quem ocupa o topo do ranking, mas a própria atleta admite que atravessou um período difícil.

“Eu tenho lidado com várias coisas. Mas quem se importa, né? Eu não joguei meu melhor. Essas lições difíceis definitivamente vão me tornar muito, muito mais forte”, afirmou.

A tenista explicou que aproveitou o período para trabalhar especialmente o aspecto mental do jogo.

 

Camila Osorio será o primeiro teste

A defesa do título começa diante da colombiana Camila Osorio, adversária definida para a estreia da número 1 do mundo na primeira rodada do US Open.

O confronto representa o primeiro grande termômetro para Sabalenka depois de semanas marcadas por oscilações.

Uma vitória convincente pode ajudar a reforçar a narrativa de recuperação e devolver confiança para uma campanha longa. Uma eliminação precoce, por outro lado, aumentaria imediatamente a pressão sobre a atual campeã.

O desafio em Nova York é grande. Sabalenka tenta manter o título conquistado na edição anterior e, ao mesmo tempo, proteger a liderança do ranking diante da concorrência das principais rivais do circuito.

O US Open, portanto, começa para a bielorrussa com duas histórias paralelas: uma que movimenta a internet e outra que será decidida ponto a ponto dentro da Arthur Ashe Stadium.

Moda também virou parte do espetáculo

A repercussão do uniforme mostra como o tênis se tornou uma vitrine cada vez mais relevante para a indústria da moda esportiva.

Grandes marcas utilizam os torneios de Grand Slam para lançar coleções, testar novos conceitos e associar atletas a narrativas culturais que vão muito além do resultado de uma partida.

Em 2026, a Nike decidiu trabalhar referências específicas para cada grande torneio. A proposta levou Sabalenka a vestir roupas inspiradas em diferentes modalidades durante a temporada.

Em Nova York, o basquete foi escolhido como referência.

A estratégia também transforma atletas em participantes mais ativos da construção de suas próprias imagens. Sabalenka, inclusive, já havia afirmado anteriormente que pressionou a Nike para desenvolver peças mais criativas e menos tradicionais.

Agora, diante da repercussão, ela parece satisfeita com o resultado — mesmo que uma parte considerável do público não esteja.

O resultado vai decidir qual história ficará

Sabalenka sabe que, em um torneio de duas semanas, o debate sobre a roupa pode desaparecer rapidamente ou acompanhar cada rodada da campanha.

Se confirmar o favoritismo e voltar a levantar o troféu, o uniforme provavelmente será lembrado como parte da estética de mais uma campanha vitoriosa em Nova York.

Se o desempenho ficar abaixo da expectativa, qualquer detalhe fora das quadras poderá ganhar uma dimensão ainda maior.

Por enquanto, a número 1 do mundo parece pouco preocupada com essa possibilidade.

Ela entra no US Open carregando a pressão de defender um Grand Slam, a responsabilidade de liderar o ranking mundial e um look que virou assunto nas redes sociais.

Sobre a roupa, pelo menos, Sabalenka já deixou sua posição clara: ela gosta — e não pretende se preocupar com quem pensa diferente.

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Entenda o contexto

Aryna Sabalenka chega ao US Open de 2026 como atual campeã e líder do ranking mundial. Antes da estreia na chave de simples, porém, a bielorrussa chamou atenção durante a disputa de duplas mistas ao aparecer com um uniforme da Nike inspirado no basquete.

O visual com tela transparente sobre um conjunto laranja dividiu opiniões e gerou críticas nas redes sociais. Sabalenka respondeu de forma direta e afirmou que não pretende escolher suas roupas com base na aprovação do público.

O episódio acontece justamente antes de uma campanha importante para a tenista. Após um período de resultados irregulares, ela tenta recuperar o melhor nível e defender o título conquistado em Nova York.

O primeiro desafio será contra Camila Osorio. A partir daí, o US Open deve mostrar se a número 1 conseguiu transformar o período de dificuldades em combustível para mais uma campanha de destaque.

 

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