Pesquisa Atlas: Lula 39%, Cury salta a 11% e ameaça Bolsonaro

Levantamento mostra Lula liderando, com Cury crescendo e ameaçando a segunda posição de Bolsonaro.
Redação NC News
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Nova rodada da pesquisa BTG/Nexus sobre a eleição presidencial coloca Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na frente, mas expõe um cenário mais fragmentado, com avanço expressivo de Augusto Cury (Avante) e segundo turno tecnicamente empatado entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Lula lidera, Flávio encosta e Cury vira terceira via

No principal cenário estimulado, em que o eleitor recebe uma lista de candidatos, Lula aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 33%. Augusto Cury surge em terceiro, com 11%, depois de um salto de nove pontos em uma semana. O resumo da pesquisa registra que “o candidato do Avante saltou de 2% para 11% em uma semana, uma alta de nove pontos percentuais que o colocou isoladamente na terceira posição”.

Ronaldo Caiado (PSD) mantém 5%, Renan Santos (Missão) tem 3% e Romeu Zema (Novo) cai para 1%. Samara Martins aparece com 1%. Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), o veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Clariana Barão (DC) não pontuam. Brancos e nulos somam 3%, mesmo percentual dos que não sabem ou não respondem.

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta a lista de nomes, Lula marca 37%, Flávio Bolsonaro 30% e Augusto Cury, que tinha 1%, agora chega a 8%. O grupo dos indecisos recua de 15% para 13%, sinal de que o eleitor começa a se posicionar com mais clareza depois do primeiro debate presidencial, das entrevistas no Jornal Nacional e do início do horário eleitoral gratuito.

Cury cresce entre jovens, escolarizados e de renda alta

O crescimento de Augusto Cury não é homogêneo. O escritor se destaca entre os jovens de 16 a 24 anos, faixa em que alcança 22% das intenções de voto. Entre eleitores de 25 a 40 anos, marca 16%; de 41 a 59, cai para 8%; e entre os que têm 60 anos ou mais, registra 4%. O desempenho sugere uma candidatura ainda em fase de consolidação, mais forte entre quem busca novidade e se informa sobretudo por redes sociais.

Por escolaridade, Cury chega a 17% entre eleitores com ensino superior e a 14% entre os que têm ensino médio. Entre quem estudou apenas até o fundamental, fica em 3%. No recorte de renda, o candidato registra 17% entre os que ganham mais de cinco salários mínimos e 8% entre eleitores que recebem até um salário mínimo. O avanço nesse público, acompanhado com lupa pelo mercado financeiro, alimenta a percepção de uma terceira via viável, capaz de tensionar a polarização entre PT e PL.

Entre os entrevistados que desaprovam o governo Lula, Cury atinge 17% e aparece em segundo lugar, atrás apenas de Flávio Bolsonaro, que lidera esse grupo com 62%. Entre os que aprovam a gestão, Lula concentra 81% e Cury tem 5%. O contraste reforça o papel do escritor como opção sobretudo para o eleitorado insatisfeito, mas cansado do confronto direto entre lulismo e bolsonarismo.

Segundo turno apertado e rejeição elevada

Nos cenários de segundo turno, o retrato é de disputa aberta. O levantamento registra que “no confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente tem 46% e o senador, 45%, em empate técnico”. Brancos, nulos ou nenhum dos dois somam 8%, e 1% não sabe responder. É a segunda semana seguida em que os dois aparecem separados por apenas um ponto, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

O quadro se repete em outro embate direto: Lula tem 45% e Ronaldo Caiado, 44%, também em empate técnico. Contra Romeu Zema, o petista venceria por 46% a 41%. Em um segundo turno com Renan Santos, o presidente aparece com 47%, ante 38% do adversário. A pesquisa indica ainda que, entre os eleitores de Cury no primeiro turno, 46% migram para Flávio Bolsonaro em um eventual duelo com Lula, enquanto 23% optam pelo petista e 29% declaram voto branco ou nulo.

A rejeição dos principais nomes é alta e ajuda a explicar a volatilidade do quadro. Flávio Bolsonaro lidera no índice de “não voto” com 50% dos entrevistados afirmando que não o escolheriam de jeito nenhum. Lula vem logo atrás, com 49%. A diferença está dentro da margem de erro e reforça a percepção de cansaço de uma parte expressiva do eleitorado com os polos da disputa.

Voto consolidado, base volátil e impacto nas campanhas

Apesar da rejeição elevada, Lula e Flávio exibem eleitorados mais firmes. A BTG/Nexus mostra que 85% dos que escolhem um dos dois dizem que a decisão está tomada e não vai mudar, enquanto 14% admitem rever o voto. No caso de Augusto Cury, o consenso ainda não existe. A pesquisa registra que “entre os eleitores do escritor, 59% afirmam que a decisão já está tomada e não vai mais mudar, enquanto 39% dizem que ainda podem trocar de candidato”.

No conjunto de todos os entrevistados que já têm um candidato, 78% afirmam estar decididos, contra 21% que podem mudar. A taxa de incerteza, somada à margem de erro de 2 pontos percentuais e ao nível de confiança de 95%, sugere espaço para movimentos relevantes até o dia da votação, especialmente entre os indecisos e os novos apoiadores de Cury.

A pesquisa ouve 2.005 eleitores em todo o país, por telefone, entre os dias 28 e 30 de agosto, e é contratada pelo Banco BTG Pactual. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08900/2026, condição obrigatória para a divulgação em período eleitoral. O trabalho acompanha o impacto imediato dos primeiros programas de TV e rádio e ajuda as campanhas a recalibrar discursos e estratégias.

Terceira via em teste e eleição imprevisível

Os dados divulgados hoje alimentam leituras distintas dentro dos comitês. Petistas e aliados de Lula tendem a destacar a liderança no primeiro turno e a resiliência nos cenários de segundo turno, apesar do desgaste na avaliação de governo. A prioridade, nesse campo, passa a ser reduzir rejeição e conter a migração de eleitores de centro para alternativas como Cury e Caiado.

No campo bolsonarista, o foco recai sobre o empate técnico no segundo turno e a hegemonia entre os que rejeitam o governo. A tarefa é avançar sobre o eleitorado moderado, sem ceder espaço demais ao escritor do Avante, que disputa o mesmo público descontente, mas menos radicalizado. Já a campanha de Cury ganha um argumento forte para se apresentar como terceira via consistente, embora precise transformar curiosidade em voto consolidado.

O efeito imediato do levantamento tende a ser uma corrida por alianças e gestos em direção ao centro, mirando especialmente o eleitor jovem, escolarizado e de renda mais alta, onde a disputa se mostra mais aberta. Os próximos debates e o desenrolar do horário eleitoral dirão se o salto de Augusto Cury se consolida ou se foi um pico passageiro causado pela exposição recente. Com Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno e rejeição acima de 49% para ambos, o pleito segue em aberto e promete tensão até a contagem final dos votos.

Quem lidera a pesquisa BTG/Nexus para presidente hoje?

Lula lidera a pesquisa BTG/Nexus divulgada hoje com 39% das intenções de voto no cenário estimulado, seguido por Flávio Bolsonaro com 33% e por Augusto Cury com 11%, em levantamento telefônico com 2.005 eleitores e margem de erro de 2 pontos percentuais, registrado no TSE sob o número BR-08900/2026.

Por que o crescimento de Augusto Cury é relevante na disputa?

O crescimento de Augusto Cury é relevante porque ele salta de 2% para 11% em uma semana, firma-se como terceira via com 22% entre jovens de 16 a 24 anos e 17% entre eleitores com ensino superior e renda acima de cinco salários mínimos, atraindo insatisfeitos com Lula e Flávio e pressionando a polarização tradicional.

O que a pesquisa BTG/Nexus mostra sobre o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro?

A pesquisa BTG/Nexus mostra que, em eventual segundo turno, Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro 45%, em empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, com 8% de votos brancos ou nulos e 1% de indecisos, revelando uma disputa extremamente apertada e dependente da migração de votos de candidatos alternativos.


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