Três municípios do Acre apareceram entre os dez que mais desmataram na Amazônia Legal em julho de 2026, segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Feijó, Tarauacá e Sena Madureira concentraram juntos 60 km² de áreas desmatadas no mês.
O resultado colocou Feijó na segunda posição do ranking, com 27 km² de área desmatada. Tarauacá veio logo atrás, na terceira colocação, com 24 km². Sena Madureira apareceu em oitavo, com 9 km². No topo da lista ficou Altamira, no Pará, com 33 km².
Entenda o que aconteceu
Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), monitoramento realizado pelo Imazon. O levantamento considera áreas onde houve remoção da vegetação nativa e permite acompanhar a pressão sobre a floresta na Amazônia Legal.
No Acre, foram registrados 97 km² de desmatamento em julho, contra 56 km² no mesmo mês de 2025. O resultado representa uma alta de 73% em apenas um ano.
Com esse resultado, o estado respondeu por 22% de todo o desmatamento detectado na Amazônia Legal em julho, ficando atrás de Pará e Amazonas na participação regional.
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Feijó foi o segundo município com maior desmatamento
Feijó foi o município acreano que mais chamou atenção no levantamento. Foram 27 km² desmatados, o que colocou a cidade na segunda posição entre todos os municípios monitorados na Amazônia Legal.
O número também representa uma forte alta em relação a junho, quando Feijó havia registrado 10 km² e aparecido na sexta posição do ranking.
Tarauacá aparece em seguida, com 24 km², enquanto Sena Madureira registrou 9 km².
A concentração dos três municípios entre os dez primeiros mostra que o aumento registrado no estado não ficou limitado a apenas uma área.
Alta mensal contrasta com resultado do ano
Apesar do avanço expressivo em julho, o cenário muda quando são considerados os 12 meses do ciclo de monitoramento.
Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Acre acumulou 327 km² de desmatamento, uma redução de 12% em relação aos 372 km² registrados no ciclo anterior, entre agosto de 2024 e julho de 2025.
Até junho, a redução acumulada no estado era de aproximadamente 27%. O resultado de julho, portanto, diminuiu parte da diferença positiva registrada ao longo do período.
Degradação também entra no radar
Além do desmatamento, o levantamento do Imazon acompanha a degradação florestal, que ocorre quando a floresta permanece de pé, mas sofre danos e perde parte de suas funções.
Em julho, o Acre registrou 39 km² de floresta degradada, o equivalente a 36% de toda a degradação detectada na Amazônia Legal naquele mês. O resultado foi 40% menor que o registrado no estado em julho de 2025, quando foram contabilizados 65 km².
No acumulado de agosto de 2025 a julho de 2026, porém, o estado teve 148 km² de áreas degradadas, alta de 3% em relação aos 144 km² do ciclo anterior.
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Entenda o contexto
O levantamento mostra um cenário de oscilações na pressão sobre a floresta acreana. O estado conseguiu reduzir o desmatamento no acumulado de 12 meses, mas registrou uma forte alta justamente no último mês do período analisado.
A presença de Feijó, Tarauacá e Sena Madureira entre os dez municípios com maiores áreas desmatadas da Amazônia Legal em julho reforça a importância de acompanhar os focos de pressão sobre a vegetação no Acre.
Os dados do Imazon são produzidos pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) e utilizam imagens de satélite para identificar áreas de perda de cobertura florestal. O sistema possui metodologia própria e não deve ser confundido com os dados de outros sistemas oficiais de monitoramento.
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