Mensagens interceptadas pela Polícia Civil de São Paulo revelaram que um homem teria orientado a própria companheira sobre como agredir o filho dela, um bebê de 1 ano, em São João da Boa Vista, no interior do estado. O casal foi preso temporariamente sob suspeita de tortura e tentativa de homicídio contra a criança.
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Padrasto teria orientado agressões
Segundo a investigação, Thiago Willians Gutian Leal e Ana Julia de Carvalho Neves trocavam mensagens sobre os episódios de violência contra o menino.
Em uma das conversas, o homem teria orientado a mãe a colocar a cabeça da criança em uma bacia com água quente. As mensagens também relatariam outras agressões e o uso de medicamentos sedativos.
A investigação aponta ainda para episódios de tortura física e psicológica contra o bebê.
Criança sofreu traumatismo craniano
O caso mais grave teria ocorrido em junho, quando a criança sofreu um traumatismo craniano, além de hematoma subdural e hemorragia retiniana.
O menino precisou ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por causa da gravidade dos ferimentos.
As autoridades passaram a investigar o caso depois de denúncias e da análise de informações médicas e dos celulares dos suspeitos.
Casal foi preso temporariamente
A Justiça decretou a prisão temporária dos dois investigados por 30 dias.
Durante a investigação, a Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão e recolheu objetos que podem ajudar a esclarecer as agressões.
Entre os itens apreendidos estão uma colher de madeira e uma máquina de choque, segundo a investigação.
Os suspeitos são investigados por tortura e tentativa de homicídio. A apuração continua para esclarecer a participação de cada um nos episódios de violência.
Criança está sob cuidados do pai
Após a prisão do casal, o menino passou a ficar sob os cuidados do pai biológico.
A investigação deverá analisar as mensagens e demais provas reunidas pela Polícia Civil para reconstruir a rotina de agressões e identificar todos os episódios envolvendo a criança.
ENTENDA O CONTEXTO
Casos de violência contra crianças podem envolver agressões físicas, psicológicas, negligência e outras formas de abuso. Quando há suspeita de tortura ou tentativa de homicídio, a investigação busca reunir provas médicas, testemunhais e digitais para determinar a responsabilidade de cada envolvido.
Neste caso, a Polícia Civil afirma ter encontrado mensagens que indicariam a participação e a orientação do padrasto nas agressões. Os dois investigados permanecem presos temporariamente enquanto o caso é apurado.
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