Uma confusão registrada na tarde desta terça-feira (1º) mobilizou forças de segurança na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM-AM), localizada na rodovia BR-174, na Zona Rural de Manaus. A ocorrência aconteceu dentro da unidade que abriga policiais militares presos e levou representantes de órgãos de fiscalização e segurança ao local.
Até o início da noite, as autoridades não haviam informado oficialmente o que motivou a revolta. Também não havia confirmação oficial sobre feridos ou mortos. Informações preliminares apontavam para a possibilidade de policiais militares terem sido feitos reféns durante o motim.
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Entenda O Que Aconteceu
A ocorrência começou durante a tarde de terça-feira, quando uma revolta foi registrada dentro da unidade que abriga policiais militares presos. Inicialmente, as autoridades ainda não haviam informado oficialmente a motivação do movimento e também não havia confirmação sobre possíveis feridos.
Ao longo da ocorrência, porém, foi confirmado que quatro policiais responsáveis pela segurança do núcleo foram rendidos e mantidos como reféns pelos internos.
A situação mobilizou aproximadamente 120 policiais, incluindo equipes do Bope, Canil, Cavalaria, Grupo Marte, Rocam e 1º Batalhão de Choque.
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) acompanharam a ocorrência.
Por volta de 1h30 desta quarta-feira, o Batalhão de Choque realizou a intervenção dentro da unidade e conseguiu restabelecer a ordem.
Quatro Policiais Foram Mantidos Como Reféns
Os quatro policiais que trabalhavam na guarda da unidade foram rendidos durante o motim.
Entre os agentes citados nas informações preliminares estavam um major, um aspirante e soldados. Eles permaneceram sob o poder dos internos até a entrada das equipes especializadas.
Após a intervenção, os policiais foram retirados da situação de risco e o controle da unidade foi retomado.
Segundo a SSP-AM e a PMAM, não houve registro de feridos ou mortos durante a ocorrência.
Mudanças Nas Visitas Estariam Entre As Reclamações
As autoridades ainda deverão investigar oficialmente as causas do motim.
Informações divulgadas após o controle da situação apontam que a revolta estaria relacionada a mudanças na rotina dos policiais custodiados, principalmente alterações nas regras de visitação.
Uma das reclamações seria a mudança do dia destinado às visitas familiares, que teria passado de domingo para sexta-feira.
Também foram relatadas insatisfações relacionadas à alimentação, atendimento médico, tratamento recebido dentro da unidade e retirada de determinadas regalias.
As circunstâncias e a participação de cada interno ainda serão apuradas.
Danos Foram Registrados Dentro Da Unidade
Durante o período de revolta, também houve relatos de danos em celas e destruição de equipamentos de monitoramento do núcleo prisional.
Os possíveis prejuízos deverão ser levantados pelas autoridades durante a investigação.
A apuração também deverá verificar se houve outros danos à estrutura da unidade e quais internos participaram diretamente da depredação.
Cerca De 120 Policiais Participaram Da Operação
A resposta ao motim envolveu diferentes unidades especializadas da Polícia Militar.
Participaram da ação agentes do Bope, Canil, Cavalaria, Grupo Marte, Rocam e 1º Batalhão de Choque, em uma mobilização de aproximadamente 120 policiais.
A operação teve como principais objetivos retomar o controle da unidade, preservar a integridade dos policiais mantidos como reféns e impedir o agravamento da situação.
A DPE-AM e o MP-AM acompanharam o caso durante a crise.
Unidade Recebeu PMs Após Fuga De 23 Policiais
A atual unidade prisional da PM funciona no km 8 da BR-174, no prédio onde anteriormente funcionava a Penitenciária Feminina de Manaus, ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
O espaço passou a receber policiais militares presos após a desativação do antigo Núcleo Prisional da PM, localizado na Zona Norte de Manaus.
A mudança ocorreu depois da fuga de 23 policiais militares da antiga carceragem, em fevereiro de 2026.
Em maio, 71 policiais militares presos foram transferidos para a nova unidade. A operação envolveu mais de 100 agentes e contou com a participação da Polícia Militar, do Ministério Público e da Secretaria de Administração Penitenciária.
A transferência foi adotada em meio às medidas de reorganização da estrutura destinada à custódia de integrantes da corporação.
Polícia Vai Investigar As Circunstâncias Do Motim
Com o fim da ocorrência, a Polícia Militar informou que serão instaurados procedimentos apuratórios para esclarecer as circunstâncias da revolta.
A investigação deverá analisar a participação dos policiais custodiados, a rendição dos quatro agentes, os possíveis danos à estrutura e eventuais crimes cometidos durante o motim.
As informações deverão ser encaminhadas ao Ministério Público do Amazonas e à Justiça Militar.
Também caberá às autoridades esclarecer se as reclamações relacionadas às visitas, alimentação, atendimento médico e regras internas contribuíram para o início da revolta.
Entenda O Contexto
O motim acontece poucos meses depois da transferência dos policiais militares presos para a atual unidade da PM na BR-174. A mudança ocorreu após a fuga de 23 detentos do antigo núcleo prisional, em fevereiro, episódio que provocou investigações e levou à reorganização da estrutura de custódia da corporação. Em maio, 71 policiais foram transferidos para o novo espaço.
Agora, a unidade volta ao centro das atenções após uma revolta que terminou com quatro policiais feitos reféns e exigiu a mobilização de cerca de 120 agentes. Apesar da gravidade da ocorrência, a SSP-AM e a PMAM informaram que não houve feridos. As autoridades ainda deverão apurar as causas do motim, os danos provocados e a eventual responsabilidade criminal e disciplinar dos envolvidos.
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