Fiorentina demite Fabio Grosso após três derrotas e investimento de €150 milhões

Técnico deixa o clube após apenas três rodadas da Serie A, com time na lanterna e nove gols sofridos; Paolo Vanoli é encaminhado para retornar ao comando
Redação NC News
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A Fiorentina demitiu Fabio Grosso neste domingo (6), após apenas três rodadas da Serie A. O treinador não resistiu ao início desastroso da equipe, que perdeu os três jogos disputados no campeonato italiano, sofreu nove gols e ocupa a última colocação da tabela, com nenhum ponto conquistado.

A queda acontece menos de três meses depois da chegada de Grosso e em meio a uma reformulação milionária do elenco. A Fiorentina investiu cerca de €150 milhões no mercado de transferências e criou expectativa de uma temporada mais competitiva, mas os resultados apareceram na direção oposta.

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Entenda o que aconteceu

A Fiorentina começou a temporada com uma derrota por 4 a 0 para a Roma, fora de casa. Na segunda rodada, perdeu por 3 a 0 para o Frosinone, no Artemio Franchi. O terceiro tropeço veio diante do Torino, novamente em casa, por 2 a 1.

Em três partidas, a equipe marcou apenas um gol e sofreu nove. O resultado colocou a Fiorentina na lanterna da Serie A e transformou Grosso no primeiro treinador demitido da atual edição do campeonato italiano.

Fiorentina gastou cerca de €150 milhões no mercado

A sequência negativa chama ainda mais atenção pelo tamanho do investimento feito pela Fiorentina durante a janela de transferências.

O clube gastou aproximadamente €150 milhões em contratações, em uma reformulação que tinha como objetivo elevar o nível do elenco e recolocar a equipe em uma posição mais competitiva no futebol italiano.

Entre os reforços estão jogadores como Beto, Wilfried Gnonto, Radu Dragusin e Franco Mastantuono, além de outros nomes incorporados ao elenco durante a janela.

A expectativa, porém, não se transformou em desempenho. A equipe apresentou dificuldades defensivas e pouca produção ofensiva nas primeiras rodadas.

Três derrotas aceleraram a saída de Grosso

Grosso chegou à Fiorentina em junho, substituindo justamente Paolo Vanoli, que havia terminado a temporada anterior no comando da equipe. O treinador assinou contrato de dois anos, mas ficou menos de três meses no cargo.

A derrota para o Torino, por 2 a 1, foi decisiva para a mudança. Depois do resultado, a pressão aumentou rapidamente e a diretoria decidiu interromper o trabalho.

Em comunicado curto, a Fiorentina confirmou a saída do treinador:

“ACF Fiorentina comunica que Fabio Grosso foi exonerado, com efeito imediato, do cargo de treinador da primeira equipe masculina.”

Com isso, Grosso deixa o clube após apenas quatro partidas oficiais: três pela Serie A e uma pela Copa da Itália. Nesta última competição, a Fiorentina venceu o Benevento por 4 a 1.

Paolo Vanoli é escolhido para tentar reverter crise

A Fiorentina se movimentou rapidamente para encontrar um substituto. O nome escolhido é Paolo Vanoli, que deve retornar ao clube poucos meses depois de deixar o cargo. As informações mais recentes apontam que o acordo foi encaminhado e que o treinador deve assumir novamente a equipe.

A escolha representa uma reviravolta. Vanoli havia sido substituído por Grosso no início da temporada, depois de comandar a equipe na reta final da campanha anterior e ajudar a Fiorentina a escapar de uma situação complicada na tabela.

O treinador agora encontra um cenário completamente diferente do que deixou: um elenco reformulado, investimento elevado e uma equipe sem pontos após três rodadas.

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Próximo desafio já será contra o Venezia

A troca de treinador acontece às vésperas de uma nova rodada da Serie A. A Fiorentina enfrenta o Venezia na sexta-feira (11), fora de casa.

O jogo será a primeira oportunidade para Vanoli tentar interromper a sequência negativa e conquistar os primeiros pontos da equipe no campeonato.

Depois, a Fiorentina terá pela frente o Pisa, pela Copa da Itália, antes de receber o Napoli, no Artemio Franchi, em 20 de setembro.

A sequência coloca o novo treinador diante de um início de trabalho de alta pressão. A prioridade será reorganizar uma equipe que sofreu nove gols em três partidas e precisa reagir rapidamente para não transformar o mau começo em uma crise mais profunda.

Quem ganha e quem perde com a mudança

A saída de Grosso representa também um novo teste para o planejamento esportivo da Fiorentina.

O clube fez uma aposta pesada no mercado de transferências e montou um elenco com nomes jovens e de potencial, mas a troca de treinador tão cedo cria uma nova dificuldade: muitos jogadores terão de se adaptar a outro modelo de jogo poucas semanas depois do início da temporada.

Para a diretoria, Vanoli representa uma tentativa de recuperar rapidamente o ambiente e evitar que a crise esportiva aumente.

Para os jogadores, a mudança significa uma nova adaptação justamente quando a equipe precisava ganhar estabilidade.

Para a torcida, o retorno de Vanoli também representa uma cobrança imediata. O treinador terá pouco tempo para transformar o investimento realizado pelo clube em resultados dentro de campo.

Entenda o contexto

A Fiorentina chegou à temporada com expectativas elevadas depois de uma janela de transferências considerada agressiva. O investimento de aproximadamente €150 milhões colocou o clube entre os que mais gastaram na Serie A, com a intenção de fortalecer o elenco e buscar uma campanha mais ambiciosa.

O problema é que o desempenho inicial foi exatamente o oposto do esperado.

A equipe perdeu para Roma, Frosinone e Torino, marcou somente uma vez e sofreu nove gols. A sequência representa uma das piores largadas da história recente do clube e derrubou Grosso antes mesmo de completar três meses no cargo.

Agora, a pressão muda de endereço. Vanoli terá de encontrar rapidamente uma formação capaz de equilibrar uma equipe reformulada e transformar o investimento feito no mercado em desempenho.

A partida contra o Venezia será o primeiro teste. Depois virão Pisa e Napoli, em uma sequência que pode mostrar se a troca de treinador será suficiente para recolocar a Fiorentina nos trilhos ou se os problemas vão além do comando técnico.

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