A Renault Niagara já tem data para chegar ao mercado brasileiro. A nova picape da marca será lançada em novembro, inicialmente com motor 1.3 turbo flex e opções de tração 4×2 e 4×4. A versão híbrida, porém, ficará para 2027.
O modelo chega para ocupar o espaço deixado pela Duster Oroch e terá como principais concorrentes versões da Fiat Toro, Ram Rampage e Ford Maverick. A Renault ainda não divulgou o preço da nova picape.
VEJA TAMBÉM:
Renault Kwid fica quase R$ 12 mil mais barato e parte de R$ 71.190
Entenda o que aconteceu
A Niagara faz parte do plano futuREady, estratégia da Renault que prevê o lançamento de 14 veículos fora da Europa até 2030. Brasil, Argentina e Colômbia estão entre os mercados considerados prioritários para a picape.
O modelo utiliza a mesma plataforma RGMP de outros veículos recentes da Renault, como o Boreal e o Kardian. O visual aposta em uma carroceria robusta, frente alta e grade ampla.
A picape terá 4,94 metros de comprimento e 2,96 metros de entre-eixos, medidas que ajudam a posicioná-la em um segmento intermediário entre picapes compactas e modelos maiores.
Motor chega antes da versão híbrida
Na estreia, a Niagara será equipada com motor 1.3 turbo de injeção direta. No Brasil, a configuração será flex e poderá entregar até 160 cv com etanol e 156 cv com gasolina, além de torque máximo de 270 Nm.
O conjunto poderá trabalhar com câmbio manual de seis marchas ou transmissão automática de seis velocidades e dupla embreagem úmida.
A Renault também oferecerá as configurações 4×2 e 4×4. Na versão 4×4, o sistema pode enviar torque para as rodas traseiras quando identifica perda de aderência ou necessidade de maior tração.
Caçamba leva até 654 quilos
Um dos destaques da Niagara está na capacidade de carga. A caçamba comporta 938 litros e suporta até 654 kg.
A picape também poderá rebocar até 710 kg, segundo a fabricante. Outro diferencial é um compartimento de 36 litros atrás dos bancos traseiros, destinado ao armazenamento de pequenos objetos.
Na configuração 4×4 Outsider automática, a distância do solo chega a 233 milímetros. Na versão 4×2, são 223 milímetros.
LEIA TAMBÉM:
Tecnologia é um dos destaques
A cabine da Niagara terá central multimídia de 10,1 polegadas e painel digital de 10,2 polegadas. O modelo também contará com carregador de celular por indução e sistema OpenR Link, com serviços do Google e integração com Gemini.
Entre os recursos de assistência ao motorista estão controle de cruzeiro adaptativo com Stop & Go, alerta e assistente de permanência em faixa, reconhecimento de placas, detector de fadiga, frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego e câmera de ré.
Dependendo da configuração, a picape também poderá ter sensores dianteiros e traseiros, assistente de estacionamento e câmera panorâmica de 360 graus.
Produção será na Argentina
Apesar de o projeto ter forte participação brasileira, a produção da Niagara ficará concentrada na fábrica da Renault em Santa Isabel, na província de Córdoba, Argentina. O desenvolvimento envolveu equipes de engenharia do Brasil e da Argentina.
O desenho da picape também foi desenvolvido na América Latina. Entre os elementos visuais está uma nova assinatura frontal da Renault, que poderá contar com iluminação como acessório.
Híbrida fica para 2027
A principal ausência na apresentação foi justamente uma versão eletrificada.
A Renault confirmou que a Niagara híbrida será lançada futuramente, mas a configuração não estará disponível na chegada da picape ao mercado. A previsão é que ela apareça em 2027.
Segundo a montadora, não será um sistema híbrido leve. A futura configuração terá capacidade de tracionar as rodas e deverá ampliar a disputa da Renault em um segmento que já conta com modelos eletrificados.
A chegada da versão híbrida também colocará a Niagara diante de uma concorrência ainda mais ampla, principalmente com a expansão das picapes eletrificadas no mercado brasileiro.
Entenda o contexto
A Renault entra em um segmento cada vez mais disputado no Brasil. Picapes como Toro e Rampage ganharam espaço nos últimos anos, enquanto modelos híbridos passaram a ocupar uma parcela crescente do mercado.
A Niagara chega inicialmente com uma proposta convencional, baseada no motor 1.3 turbo e nas opções de tração 4×2 e 4×4. A estratégia permite à Renault colocar a picape nas lojas antes da chegada da configuração híbrida.
O momento também será marcado pela chegada de novos concorrentes. Em novembro, por exemplo, a BYD Mako 4×2, uma picape híbrida plug-in derivada do Song Pro, também está prevista para desembarcar no mercado brasileiro.
A expectativa é que a versão híbrida da Niagara amplie a disputa justamente em uma área que vem ganhando espaço entre consumidores interessados em menor consumo e eletrificação.
AS MAIS LIDAS DO NC NEWS:
Flávio tem 47% contra 45% de Lula no 2º turno, aponta PoderData/Aya
Quem é Karina Gama, produtora de Dark Horse alvo de operação da PF em SP
Polícia Federal deflagra operação para investigar financiamento do filme “Dark Horse”