Agentes da 40ª DP (Honório Gurgel) prenderam dois homens suspeitos de integrar um grupo envolvido em roubos e extorsões contra motoristas de aplicativo no Rio. Segundo a investigação, 10 casos foram relacionados ao grupo em aproximadamente três meses, principalmente nas regiões de Rocha Miranda, Honório Gurgel e áreas próximas.
João Vitor Fonseca Fernandes e Luiz Felipe da Silva Moreira Dias tiveram a prisão temporária cumprida nesta segunda-feira (15). A Justiça também autorizou buscas nas casas dos investigados.
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Entenda o que aconteceu
De acordo com a Polícia Civil, os investigadores identificaram um modo de atuação semelhante em diferentes ocorrências. Os suspeitos usariam cadastros falsos ou contas de passageiros que já haviam sido vítimas de roubos para solicitar novas corridas.
Com isso, os motoristas eram direcionados até os locais indicados pelos criminosos. Ao chegarem, eram abordados e, em alguns casos, ameaçados com armas de fogo.
Segundo a investigação, os criminosos levavam veículos, celulares, cartões e outros pertences das vítimas.
Motoristas também eram obrigados a fornecer senhas
Além dos roubos, alguns motoristas teriam sido obrigados a informar senhas e outros dados pessoais. As informações, ainda segundo a Polícia Civil, eram utilizadas para realizar transferências bancárias e outras operações financeiras. Para os investigadores, isso indica que os crimes não terminavam com a subtração dos bens.
A polícia apura a participação dos investigados em diferentes episódios e tenta identificar outros integrantes do grupo.
Polícia apreende celulares e documentos de vítimas
Durante a operação, os agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências dos dois presos.
Foram apreendidos celulares, roupas, documentos de identificação de vítimas e outros materiais considerados importantes para a investigação.
Os aparelhos serão analisados pelos investigadores
A expectativa é que os dados encontrados possam ajudar a esclarecer outros crimes e identificar possíveis comparsas.
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Investigação tenta identificar outros envolvidos
A Polícia Civil afirma que a repetição da forma de atuação, a proximidade entre os locais dos crimes e a ligação entre diferentes investigados indicam uma possível atuação conjunta.
As próximas etapas da investigação devem buscar individualizar a participação de cada suspeito, identificar outros envolvidos e esclarecer a relação entre os crimes registrados nos últimos meses.
João Vitor e Luiz Felipe tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias. Eles são investigados pelos crimes de roubo, extorsão e associação criminosa.
Entenda o contexto
A investigação da 40ª DP começou a reunir ocorrências que apresentavam características semelhantes, principalmente envolvendo motoristas de aplicativo atraídos por corridas solicitadas por perfis que, segundo a polícia, poderiam estar ligados a vítimas de crimes anteriores.
Com a análise dos casos, os investigadores passaram a apurar uma possível conexão entre os episódios. A operação desta segunda-feira teve como objetivo cumprir as ordens judiciais e recolher novos elementos que possam ajudar a identificar a participação de outras pessoas.
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