A Polícia Militar prendeu em flagrante, no fim da tarde desta quarta-feira (16), suspeitos de furtar materiais de campanha da governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Segundo a campanha, os materiais seriam utilizados em um ato político com o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
As prisões aconteceram na Ponte Duarte Coelho, no Centro do Recife. De acordo com informações divulgadas pela coligação Pernambuco de Coração, o grupo detido é suspeito de participar do desvio de bandeiras e outros materiais de campanha da candidata.
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Entenda o que aconteceu
Segundo a coligação de Raquel Lyra, a equipe de campanha identificou mais cedo um ônibus transportando pessoas vestidas com a cor roxa, utilizada pela candidatura da governadora. Conforme a denúncia, os ocupantes do veículo não teriam qualquer vínculo com a campanha oficial.
A suspeita é de que materiais furtados estariam sendo utilizados para criar a impressão de apoio espontâneo ao ato político ligado à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Campanha relata furtos de bandeiras
Ainda de acordo com a coligação, bandeiras da candidata foram furtadas em diferentes pontos do Recife ao longo desta semana. Os episódios teriam motivado o reforço da fiscalização por parte das equipes de campanha.
A coordenação afirma que os materiais desaparecidos passaram a ser monitorados após relatos de apoiadores e coordenadores regionais.
Coligação pede investigação
A coligação Pernambuco de Coração informou que solicitará a apuração de uma possível ação coordenada para infiltrar pessoas sem ligação com a campanha em eventos políticos.
Os responsáveis pela candidatura defendem que a investigação esclareça se houve organização prévia para utilização irregular dos materiais e eventual tentativa de associar a campanha a atos não autorizados.
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Polícia Federal foi acionada
A coligação informou ainda que já registrou duas notícias-crime junto à Polícia Federal solicitando a investigação dos furtos de materiais de campanha.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade dos presos nem sobre eventuais acusações que poderão ser formalizadas após a conclusão das apurações. As investigações devem buscar esclarecer as circunstâncias dos furtos e o destino dos materiais recolhidos.
Entenda o contexto
O furto de materiais eleitorais é considerado uma irregularidade que pode gerar investigações nas esferas policial e eleitoral. Em períodos de campanha, partidos e coligações costumam registrar ocorrências quando há suspeitas de destruição, apropriação indevida ou utilização não autorizada de materiais de propaganda.
No caso envolvendo a campanha de Raquel Lyra, a principal suspeita apresentada pela coligação é que os itens furtados teriam sido utilizados para compor um ato político sem autorização da equipe da candidata. A Polícia Federal deverá analisar as denúncias apresentadas e verificar se houve participação coordenada de outras pessoas no episódio.
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