Edital cria rede nacional de pesquisa em educação especial inclusiva; inscrições vão até outubro

Universidades públicas poderão apresentar projetos para integrar observatório nacional; iniciativa prevê bolsas, produção de indicadores e pesquisas para acompanhar políticas de inclusão escolar
Redação NC News
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Instituições públicas de ensino superior de todo o Brasil podem apresentar propostas para integrar uma nova rede nacional de pesquisa dedicada à educação especial inclusiva. As inscrições ficam abertas até 5 de outubro e fazem parte da implementação do Observatório da Educação Especial Inclusiva (Obeduc-EI). A iniciativa é coordenada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC). O objetivo é reunir universidades públicas de diferentes regiões para produzir pesquisas, indicadores e materiais que contribuam para acompanhar e aperfeiçoar as políticas de inclusão escolar no país.
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Quem pode participar da seleção?

As propostas devem ser coordenadas por docentes com título de doutorado que estejam em exercício em instituições públicas de ensino superior. O coordenador também precisa estar vinculado a um programa de pós-graduação stricto sensu nas áreas de Educação ou Ensino recomendado pela Capes e comprovar experiência em pesquisas relacionadas à educação especial inclusiva. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo Sistema de Inscrições da Capes (SiCapes).

Inscrições seguem até 5 de outubro

O período para apresentação das propostas começou em 24 de agosto e termina em 5 de outubro de 2026. Após o encerramento das inscrições, os projetos passarão por etapas de avaliação. O resultado preliminar da primeira etapa está previsto para 14 de outubro, enquanto o resultado final da seleção deve ser divulgado em 12 de novembro. A data para implementação dos auxílios ainda será definida.

Projetos poderão durar três anos

Os projetos selecionados poderão ter duração de até 36 meses. Durante esse período, a iniciativa prevê recursos de custeio e capital, além da concessão de bolsas para pesquisadores e participantes da rede. No caso específico das bolsas de pós-doutorado, o período máximo de concessão será de 24 meses.

Bolsas chegam a R$ 5,3 mil

O programa prevê diferentes modalidades de bolsas, destinadas desde estudantes de graduação até pesquisadores de pós-doutorado e coordenadores. Os valores informados pela Capes são:
  • Coordenador-geral: R$ 2.100;
  • Coordenador local: R$ 2 mil;
  • Professor pesquisador: R$ 1.800;
  • Pós-doutorando: R$ 5.300;
  • Doutorando: R$ 3.100;
  • Mestrando: R$ 2.100;
  • Professor da educação básica: R$ 1.100;
  • Graduando: R$ 700.

Como será formada a rede?

O Observatório da Educação Especial Inclusiva será composto por redes regionais formadas por instituições públicas de ensino superior. A proposta é conectar pesquisadores de diferentes regiões e aproximar a produção acadêmica das necessidades das redes públicas de ensino. Entre as atividades previstas estão levantamento e análise de dados, produção de indicadores, realização de pesquisas, elaboração de materiais e formação de profissionais da educação.
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O que o observatório vai pesquisar?

Um dos principais objetivos será produzir informações capazes de acompanhar a implementação da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva. As instituições participantes deverão contribuir para a produção de indicadores e estudos sobre inclusão escolar e para a avaliação das políticas adotadas por estados, municípios e Distrito Federal. Os trabalhos também poderão fornecer subsídios para mudanças e aperfeiçoamentos em programas públicos relacionados à educação especial.

Rede também deve produzir materiais

Além da pesquisa acadêmica, a iniciativa prevê a elaboração de materiais que possam ser utilizados no desenvolvimento de ações voltadas à inclusão. A formação de profissionais da educação também aparece entre os objetivos do projeto. Com isso, a proposta busca aproximar universidades e redes de ensino para que os resultados das pesquisas possam contribuir com práticas adotadas nas escolas.

O que é o Obeduc-EI?

O Observatório da Educação Especial Inclusiva integra a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei). O programa retoma e amplia a experiência do Observatório da Educação, iniciativa da Capes criada para estimular redes de pesquisa em educação no Brasil. Nesta nova estrutura, o foco está especificamente na educação especial inclusiva e na articulação das universidades com redes públicas de ensino das três esferas de governo.

Como fazer a inscrição?

As propostas devem ser enviadas exclusivamente pelo Sistema de Inscrições da Capes. Antes da submissão, os interessados precisam verificar os requisitos previstos no Edital Conjunto nº 5/2026 e reunir a documentação exigida para a proposta e para as instituições participantes. O prazo termina em 5 de outubro. Depois disso, começam as etapas de avaliação e recursos previstas no cronograma.

Calendário da seleção

  • Fim das inscrições: 5 de outubro;
  • Resultado preliminar da 1ª etapa: 14 de outubro;
  • Fim dos recursos da 1ª etapa: 19 de outubro;
  • Resultado final da 1ª etapa: 27 de outubro;
  • Resultado preliminar da 2ª etapa: 30 de outubro;
  • Fim dos recursos da 2ª etapa: 4 de novembro;
  • Resultado final: 12 de novembro.

Entenda o contexto

O Observatório da Educação Especial Inclusiva foi instituído dentro da estrutura da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva e tem como missão fortalecer a produção de conhecimento científico sobre inclusão escolar. A rede pretende reunir instituições públicas de ensino superior para produzir dados e acompanhar a implementação das políticas voltadas aos estudantes atendidos pela educação especial. A expectativa é que os estudos permitam identificar avanços, dificuldades e necessidades das redes públicas, fornecendo informações para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas educacionais. Os projetos escolhidos na seleção poderão receber apoio durante até três anos, criando uma estrutura permanente de colaboração entre universidades, pesquisadores, professores da educação básica e redes de ensino.
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