Uma visita ao Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo, terminou com graves consequências para Júlia Bossoni, de 28 anos. Durante um passeio na montanha-russa Montezum, em abril deste ano, a jovem perdeu a consciência e sofreu uma convulsão. Exames identificaram uma hemorragia intracraniana e um edema cerebral, e ela precisou passar por cirurgia.
O caso veio a público no domingo (20), após reportagem do Fantástico, da TV Globo. Segundo o relato da família, Júlia, que é de Londrina, no Paraná, ficou 57 dias internada e atualmente apresenta dificuldades para falar, problemas de memória e perda dos movimentos do lado esquerdo do corpo.
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O que aconteceu durante o passeio
Júlia viajou para Vinhedo acompanhada do namorado, João Pedro Bossoni, para passar o dia no parque. Os dois decidiram utilizar a Montezum, uma das atrações radicais do Hopi Hari.
Imagens registradas pelas câmeras do parque mostram Júlia consciente antes do início do percurso. Cerca de dois minutos depois, quando o carrinho retornou à plataforma, ela estava desacordada e apresentava convulsões.
Após o episódio, a jovem foi encaminhada inicialmente para a Santa Casa de Vinhedo e depois levada para uma unidade de terapia intensiva. Os exames apontaram hemorragia intracraniana e grande edema cerebral.
A gravidade do quadro levou à realização de uma cirurgia para aliviar a pressão dentro do crânio. O diagnóstico posterior foi de traumatismo cranioencefálico.
Médico aponta possível relação com movimento brusco
Segundo o neurocirurgião Victor Batistela, que acompanhou o caso, a lesão pode ter sido provocada por um mecanismo de contragolpe durante o movimento da montanha-russa.
A explicação apresentada é que movimentos bruscos de aceleração, desaceleração e rotação da cabeça podem provocar deslocamentos rápidos do cérebro dentro do crânio. Em determinadas circunstâncias, esse mecanismo pode causar ruptura de vasos sanguíneos e resultar em hemorragia intracraniana e edema cerebral.
No caso de Júlia, entretanto, essa é uma explicação médica sobre o possível mecanismo da lesão. A investigação do acidente ainda está em andamento e deverá avaliar as circunstâncias do episódio e as condições de funcionamento da atração.
O parque informou que a Montezum passa por inspeções anuais e que mantém protocolos de segurança, treinamento de funcionários e procedimentos de atendimento aos visitantes.
Jovem ficou com sequelas após internação
De acordo com o namorado de Júlia, ela perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo depois do acidente. A jovem também enfrenta dificuldades de fala e apresenta alterações na memória.
A recuperação ocorre depois de um período de 57 dias de internação. A família continua acompanhando a evolução do quadro neurológico e as consequências provocadas pelo traumatismo.
O caso ganhou repercussão justamente porque um passeio de poucos minutos na atração foi seguido por uma emergência médica de grande gravidade, que exigiu cirurgia e uma longa permanência hospitalar.
Ministério Público abriu investigação
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente e solicitou uma perícia na montanha-russa Montezum. O procedimento ainda está em andamento.
A investigação deverá analisar as condições da atração, os procedimentos adotados no momento do atendimento e as circunstâncias que antecederam o episódio. Até o momento, não há conclusão pública sobre eventual responsabilidade criminal ou civil relacionada ao acidente.
O caso também não é apontado como o primeiro envolvendo a Montezum. Em 2018, outra mulher sofreu deslocamento de vértebras após um movimento brusco no equipamento. Segundo as informações divulgadas, ela ficou com limitações no movimento do pescoço e posteriormente foi indenizada pelo parque.
O que diz o Hopi Hari
Em nota, o Hopi Hari afirmou que Júlia recebeu atendimento seguindo os protocolos de segurança e que o parque acompanhou o período de internação.
A empresa também informou que custeou as despesas relacionadas ao atendimento e disponibilizou um seguro para a família. Segundo o parque, a Montezum passa por inspeções anuais, enquanto atrações consideradas de menor complexidade são submetidas a inspeções a cada dois anos.
O Hopi Hari também declarou que mantém protocolos de segurança, treinamento de funcionários e procedimentos de atenção aos visitantes em suas atrações.
A empresa informou ainda que seu departamento jurídico manteve contato com os familiares de Júlia durante o tratamento e que continua à disposição da família.
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Entenda O Contexto
O acidente envolvendo Júlia Bossoni aconteceu em abril, durante uma visita ao Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. A jovem, de 28 anos, estava na montanha-russa Montezum quando perdeu a consciência e sofreu uma convulsão. Após ser atendida, exames identificaram hemorragia intracraniana e edema cerebral, e ela precisou passar por cirurgia.
A jovem permaneceu internada por 57 dias e, segundo a família, ficou com sequelas neurológicas. Entre elas estão a perda dos movimentos do lado esquerdo do corpo, dificuldades de fala e alterações de memória.
O MP-SP abriu investigação e solicitou uma perícia na atração para apurar as circunstâncias do acidente. O procedimento ainda não apresentou uma conclusão pública sobre as causas ou eventual responsabilidade pelo episódio.
O Hopi Hari afirma que a Montezum possui certificação e passa por inspeções anuais, além de seguir protocolos de segurança para atrações radicais. O parque também informou que prestou atendimento à visitante, acompanhou sua internação, custeou despesas e disponibilizou seguro à família.
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