A tempestade que atingiu o Rio Grande do Sul deixou mortos e pessoas desaparecidas, além de provocar uma série de estragos em diferentes regiões do estado. Equipes de resgate realizam buscas enquanto municípios contabilizam danos provocados pela chuva intensa, enxurradas e fortes rajadas de vento.
O temporal ganhou força entre a noite de domingo (20) e a madrugada desta segunda-feira (21), provocando alagamentos, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia e bloqueios em rodovias. A situação permanece sob monitoramento porque ainda há previsão de chuva volumosa e novas tempestades.
Buscas por desaparecidos continuam no Rio Grande do Sul
Equipes do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos de emergência foram mobilizadas para atender ocorrências e procurar pessoas desaparecidas durante o temporal.
As autoridades também trabalham na identificação e confirmação das circunstâncias das mortes relacionadas ao evento meteorológico. Como as ocorrências seguem em atendimento, os números podem ser atualizados ao longo do dia.
Além das buscas, equipes municipais e estaduais trabalham para atender moradores afetados por alagamentos, destelhamentos e outros danos provocados pelo mau tempo.
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Chuva pode superar 200 milímetros durante o evento
A situação meteorológica ainda exige atenção. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou que áreas do Norte, Vales e Serra podem registrar entre 50 e 80 milímetros de chuva em 12 horas nesta segunda-feira.
Esse volume se soma aos acumulados de 100 a 150 milímetros já registrados em algumas áreas. Com isso, o total de chuva durante o evento pode superar 200 milímetros em determinados pontos.
Também há previsão de novas tempestades acompanhadas de granizo e rajadas intensas de vento, que podem superar os 90 km/h, especialmente nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste do estado.
Rios apresentam risco de inundação
O volume elevado de chuva também provoca rápida elevação de arroios e rios, principalmente na Região Hidrográfica do Guaíba.
A Defesa Civil alerta para a possibilidade de alagamentos, enxurradas e cheias, com risco de extravasamento de cursos d’água.
Há risco de inundação nos rios Jacuí, Taquari, Caí, Paranhana e Sinos. O rio Caí já atingiu limiar de inundação em Nova Palmira, enquanto situação semelhante foi registrada no rio Paranhana, em Igrejinha.

Ventos passaram dos 100 km/h
A tempestade também foi marcada por rajadas extremamente fortes. Em São Jerônimo, os ventos chegaram a 115,8 km/h. Em Rio Grande, foram registrados 113,7 km/h, enquanto Cerrito teve rajadas de 104,1 km/h.
Porto Alegre também registrou ventos acima dos 100 km/h em alguns pontos. Árvores foram derrubadas e a rede elétrica sofreu danos em diferentes municípios.
Mais de 930 mil pontos chegaram a ficar sem fornecimento de energia no Rio Grande do Sul durante a passagem do temporal.
Prédio desabou em Pelotas
Em Pelotas, um prédio localizado na Rua Marcílio Dias, na região central, desabou durante a ventania. Não houve registro de feridos nessa ocorrência.
Os destroços atingiram parte da rua e provocaram bloqueio parcial. A cidade também contabilizou centenas de chamados relacionados aos efeitos da tempestade.
Rodovias gaúchas tiveram problemas provocados principalmente por árvores e postes derrubados. Na BR-116, por exemplo, houve bloqueio depois que postes de energia caíram sobre a pista.
Defesa Civil mantém alerta para novas tempestades
Mesmo depois dos estragos registrados durante a madrugada e a manhã, o risco meteorológico ainda não terminou.
A Defesa Civil prevê continuidade da chuva intensa e volumosa, além da possibilidade de novas tempestades com granizo e fortes rajadas de vento durante esta segunda-feira.
O solo encharcado e a elevação dos rios aumentam o risco de novas ocorrências. Moradores de áreas suscetíveis a alagamentos, enxurradas e deslizamentos devem acompanhar os alertas oficiais e seguir as orientações das autoridades.
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Entenda o contexto
O Rio Grande do Sul já estava sob alerta antes da chegada do temporal. A previsão indicava risco de chuva intensa, granizo e rajadas superiores a 90 km/h entre a noite de domingo e esta segunda-feira.
Durante a madrugada, o sistema avançou pelo estado e provocou danos em diferentes regiões. Além das ocorrências envolvendo vítimas, a força dos ventos derrubou árvores, postes e estruturas e provocou interrupções no fornecimento de energia.
A preocupação agora também está voltada para os efeitos da água acumulada. Com rios e arroios em elevação e previsão de mais chuva, a Defesa Civil mantém áreas do estado em níveis de atenção e alerta para alagamentos, enxurradas e inundações.
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