Quem utiliza
whey protein para complementar a alimentação pode até pensar em oferecer um pouco do suplemento ao cachorro, principalmente quando o animal está magro, idoso ou perdeu massa muscular. A prática, porém, pode representar riscos.
Existem suplementos proteicos desenvolvidos especificamente para cães, inclusive opções que utilizam a proteína do soro do leite como ingrediente. Esses produtos, no entanto, possuem formulações diferentes daquelas destinadas aos seres humanos.
O principal problema está nos demais componentes encontrados no whey de consumo humano. Adoçantes, aromatizantes e outros aditivos podem ser inadequados para os animais e, dependendo da substância e da quantidade ingerida, provocar problemas de saúde.
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Cachorro pode tomar whey protein?
O cachorro pode receber suplementação proteica quando existe indicação nutricional, mas isso não significa oferecer o mesmo whey utilizado pelo tutor.
Produtos desenvolvidos especificamente para cães levam em consideração as necessidades nutricionais da espécie e podem apresentar proteínas, vitaminas, minerais e outros nutrientes em proporções próprias para os animais.
A quantidade necessária também não deve ser calculada apenas com base no peso do cachorro. Idade, alimentação habitual, condição corporal, estado de saúde e objetivo da suplementação precisam ser considerados.
Por que o whey de humanos pode ser perigoso?
O problema não está necessariamente na proteína do soro do leite, mas na composição completa do produto.
Suplementos destinados a humanos podem conter adoçantes, aromatizantes, gorduras e outros aditivos que não foram formulados para cães.
Algumas dessas substâncias podem causar alterações importantes no organismo do animal. Dependendo do ingrediente ingerido, podem ocorrer alterações na glicemia e, em intoxicações graves, complicações neurológicas e hepáticas.
Atenção especial aos adoçantes
O tutor precisa observar atentamente a lista de ingredientes. Alguns adoçantes utilizados em alimentos destinados às pessoas são perigosos para cães.
O xilitol é um dos exemplos mais conhecidos. A ingestão por cães pode desencadear uma liberação intensa de insulina e provocar queda rápida da glicose no sangue.
Em casos graves, a intoxicação pode evoluir para convulsões, alterações de coagulação e lesões no fígado.
Por isso, suplementos, doces, alimentos dietéticos e outros produtos destinados a humanos não devem ser oferecidos aos animais sem orientação profissional.
Excesso de proteína também pode causar problemas
Mesmo quando o suplemento não contém uma substância tóxica, oferecer proteína adicional sem necessidade pode desequilibrar a alimentação.
Entre os possíveis efeitos estão vômitos, diarreia, desconforto gastrointestinal e ingestão desnecessária de calorias.
A suplementação também pode interferir na dieta equilibrada que o cachorro já recebe por meio da alimentação habitual.
Nem todo cachorro magro precisa de proteína
A perda de peso ou de massa muscular não significa automaticamente que o animal esteja consumindo pouca proteína.
Esses sinais podem ter diversas causas e, em alguns casos, estão relacionados a doenças que precisam ser investigadas.
Simplesmente aumentar a quantidade de proteína pode mascarar o problema e atrasar a identificação da causa da perda de peso.
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Quais cães podem precisar de suplementação?
Existem situações em que a suplementação nutricional pode fazer parte do tratamento ou acompanhamento do animal.
Cães idosos, animais debilitados, pacientes em recuperação de doenças ou cirurgias e cachorros com determinadas condições clínicas podem apresentar necessidades nutricionais específicas.
Gestação, lactação, desnutrição, perda importante de massa muscular e algumas doenças crônicas também podem exigir ajustes na alimentação.
A necessidade, porém, deve ser avaliada individualmente.
Cães com doença renal exigem ainda mais cuidado
A suplementação por conta própria merece atenção especial quando o cachorro possui alguma doença crônica.
Animais com doença renal, por exemplo, podem precisar de dietas com controle específico de nutrientes, incluindo fósforo e, dependendo da formulação indicada, da quantidade e qualidade das proteínas.
Nesses casos, adicionar whey ou qualquer outro suplemento sem avaliação profissional pode alterar o equilíbrio nutricional planejado para o tratamento.
Ração completa geralmente já fornece os nutrientes necessários
Para a maioria dos cães saudáveis que recebe alimentação completa e balanceada, suplementos adicionais não são necessários.
Alimentos formulados especificamente para cães são desenvolvidos para oferecer proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e outros nutrientes em quantidades adequadas.
A inclusão de suplementos sem necessidade pode modificar esse equilíbrio em vez de melhorar a alimentação.
E se o cachorro ingerir whey humano acidentalmente?
Se o animal consumir acidentalmente whey protein destinado a humanos, o tutor deve verificar imediatamente a embalagem e a lista de ingredientes.
A presença de xilitol ou de outra substância potencialmente tóxica exige atenção rápida. A quantidade ingerida, o peso do animal e o tempo desde o consumo também são informações importantes para a avaliação veterinária.
Em caso de ingestão de produto potencialmente tóxico ou surgimento de sintomas como vômitos, fraqueza, tremores, desorientação ou convulsões, a orientação é procurar atendimento veterinário.
Não escolha suplemento apenas pelo teor de proteína
O suplemento indicado para um cachorro deve considerar toda a alimentação que o animal já recebe.
Isso significa que dois cães com o mesmo peso podem necessitar de estratégias completamente diferentes.
Idade, nível de atividade, condição corporal, doenças existentes e objetivo nutricional interferem na escolha do produto e da quantidade utilizada.
Entenda o contexto
A popularização dos suplementos entre os seres humanos também aumentou a curiosidade sobre a possibilidade de oferecer produtos semelhantes aos animais de estimação.
No caso do whey, existem formulações veterinárias que podem utilizar proteína do soro do leite e outros nutrientes. Isso não torna, porém, o suplemento humano equivalente ao produto desenvolvido para cães.
Além da composição diferente, a necessidade nutricional dos animais não é igual à das pessoas. Por isso, utilizar o mesmo suplemento consumido pelo tutor pode expor o cachorro a ingredientes inadequados ou acrescentar nutrientes que ele não necessita.
Antes de introduzir qualquer suplemento na alimentação do pet, a recomendação é avaliar a dieta, o estado corporal e as condições de saúde do animal com um profissional.
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