O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina ampliou, na manhã desta terça-feira (22), a operação para localizar o helicóptero que desapareceu com o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, e divulgou novas imagens das equipes avançando pela Serra catarinense em meio à forte neblina.
Mais de 20 bombeiros militares e comunitários atuam diretamente na procura. A operação recebeu reforço de profissionais de Lages, Curitibanos, Urubici e São Joaquim, além de dois cães de busca, dois drones e sete viaturas. Até a atualização mais recente, nenhum vestígio da aeronave havia sido localizado.
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Buscas avançam por trecho de aproximadamente 30 quilômetros
Os bombeiros trabalham principalmente com dois pontos de referência na Serra catarinense. Um deles fica na localidade de Vacas Gordas, em Urubici, região associada às últimas informações disponíveis sobre a aeronave. O segundo fica na região do Morro Agudo e passou a ganhar importância depois do cruzamento de sinais de aparelhos celulares.
Durante a noite de segunda-feira (21) e a madrugada desta terça, as equipes percorreram uma área de aproximadamente 30 quilômetros entre os dois pontos. Uma segunda equipe especializada também foi enviada para reforçar a operação.
Novas imagens mostram bombeiros no meio da neblina
As fotografias divulgadas pelos bombeiros nesta terça-feira mostram parte da dimensão do desafio enfrentado pelas equipes.
Os militares aparecem em áreas de mata e estradas da Serra catarinense, onde a visibilidade é reduzida pela forte neblina. Chuva e condições meteorológicas adversas acompanharam parte das buscas desde o desaparecimento da aeronave. O relevo da região, a vegetação e os acessos difíceis também exigem buscas terrestres e utilização de veículos apropriados.

Mais de 20 bombeiros participam da operação
O efetivo empregado diretamente nas buscas reúne mais de 20 bombeiros militares e comunitários. Profissionais de Lages, Curitibanos, Urubici e São Joaquim foram mobilizados para a operação.
Sete viaturas estão sendo utilizadas, enquanto duas equipes com cães de busca reforçam a tentativa de localizar os ocupantes. Dois drones também foram incorporados à estrutura da operação, embora o uso dos equipamentos dependa das condições de segurança e visibilidade na área.
Morro Agudo entrou no mapa após sinais de celulares
O avanço das equipes para a região do Morro Agudo ocorreu depois da análise de sinais relacionados a aparelhos celulares. Na segunda-feira, as buscas haviam se concentrado inicialmente na região de Vacas Gordas. Os bombeiros chegaram ao local, mas não encontraram vestígios do helicóptero.
Posteriormente, informações obtidas a partir de aparelhos ligados aos ocupantes fizeram as equipes ampliarem a área de procura. O registro de um sinal não significa, por si só, que o helicóptero esteja exatamente naquele ponto. A informação é utilizada pelas equipes como uma das referências para delimitar as regiões com maior probabilidade de localização.

Chuva, árvores caídas e pontes submersas dificultam acesso
Além da neblina registrada nas novas imagens, as equipes enfrentam outros obstáculos provocados pelo mau tempo. Há registros de árvores caídas e pontes submersas em acessos da região, dificultando o deslocamento terrestre.
A Serra catarinense ficou sob alerta por temporais e acumulados elevados de chuva, aumentando também os riscos de alagamentos, enxurradas e deslizamentos. Mesmo diante das condições adversas, os trabalhos continuaram durante toda a madrugada.
FAB também participa das buscas
A operação não está restrita às equipes terrestres dos bombeiros. A Força Aérea Brasileira participa dos trabalhos por meio do sistema de Busca e Salvamento, coordenado na região pelo Salvaero Curitiba.
Entre os recursos mobilizados estão aeronaves especializadas em operações de busca, que atuam de acordo com as condições meteorológicas e a definição das áreas consideradas prioritárias. A Polícia Militar de Santa Catarina também integra a mobilização.
Helicóptero continua sem ser localizado
Apesar da ampliação da força-tarefa, nenhum vestígio do helicóptero havia sido encontrado até a manhã desta terça-feira. Também não existe confirmação oficial de queda da aeronave.
As autoridades continuam tratando o caso como desaparecimento e evitam antecipar conclusões sobre o que aconteceu durante o voo. Da mesma forma, não há informação oficial sobre as condições dos ocupantes.

Rick e Bruno Avelar estavam na aeronave
O cantor Rick Sollo e o empresário Bruno Avelar estavam a bordo do helicóptero. Também viajavam na aeronave um profissional responsável pela produção de imagens e o piloto.
Antes do desaparecimento, Rick publicou nas redes sociais registros da viagem e imagens em que aparecia ao lado de Bruno Avelar caminhando em direção ao helicóptero. A família do empresário pediu que não sejam feitas especulações enquanto as autoridades trabalham para localizar o grupo.
Aeronave é um Bell 430
O helicóptero procurado é um Bell 430 de matrícula PP-MGR. O modelo é bimotor e foi fabricado em 2001. De acordo com o cadastro aeronáutico, a aeronave estava em situação regular e possuía certificação de operação válida até agosto de 2027.
O helicóptero havia decolado de Porto Belo, no litoral catarinense, e não chegou ao destino previsto na região de São Joaquim. A perda de comunicação mobilizou inicialmente equipes locais e, posteriormente, uma operação envolvendo diferentes forças de segurança e salvamento.
Buscas atravessaram a madrugada
As equipes permaneceram em campo durante a noite e a madrugada desta terça-feira. A estratégia combina deslocamentos por terra, análise das últimas informações de localização disponíveis e apoio aéreo quando as condições meteorológicas permitem. As áreas consideradas prioritárias podem mudar conforme novas informações técnicas sejam obtidas. O reforço mobilizado nesta manhã marca o segundo dia de buscas pela aeronave.
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Entenda O Contexto
O helicóptero Bell 430 de matrícula PP-MGR desapareceu na segunda-feira (21), depois de decolar de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, e não chegar ao destino previsto. Rick, da dupla Rick & Renner, e o empresário Bruno Avelar estão entre os ocupantes. Um profissional de imagem e o piloto também viajavam na aeronave.
As primeiras buscas se concentraram em Vacas Gordas, na região de Urubici, mas nenhum vestígio foi encontrado. Informações relacionadas a sinais de celulares levaram as equipes a ampliar a operação para outro ponto da Serra catarinense. Nesta terça-feira, os bombeiros informaram que mais de 20 profissionais atuam diretamente nas buscas, com sete viaturas, dois cães e dois drones.
Os trabalhos abrangem uma faixa de aproximadamente 30 quilômetros entre Vacas Gordas e a região do Morro Agudo. As novas imagens divulgadas pelas equipes mostram forte neblina na região. Chuva, vegetação, relevo acidentado, árvores caídas e pontes submersas também dificultam os trabalhos. Até a manhã desta terça-feira, o helicóptero e seus ocupantes ainda não haviam sido localizados.
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