Os ônibus do transporte coletivo de Manaus voltaram a circular normalmente na tarde desta terça-feira (22), depois de uma paralisação de rodoviários que durou mais de quatro horas e provocou longas esperas em terminais e pontos da capital amazonense.
Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), 100% da frota estava novamente em operação por volta das 15h30. O movimento havia começado por volta das 10h40 e foi atribuído a reclamações de trabalhadores sobre atraso em pagamento.
Paralisação começou no fim da manhã
Parte dos rodoviários decidiu interromper as atividades por conta própria. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), a entidade não participou da organização do movimento.
Os trabalhadores reclamavam de atraso em pagamento previsto para ocorrer até o dia 20 deste mês.
Durante a paralisação, algumas linhas permaneceram em funcionamento, mas com redução da frota. Passageiros enfrentaram aumento no tempo de espera e dificuldades para se deslocar por diferentes regiões da cidade.
Leia também:
Trânsito fica pesado na Zona Leste de Manaus com semáforos com problemas e ônibus lotados
Terminais tiveram passageiros à espera
A paralisação afetou terminais e pontos de ônibus em diferentes áreas de Manaus. Houve registros de coletivos parados nos terminais 1, 3, 4 e 5.
No Terminal 3, na Zona Norte, passageiros relataram esperas prolongadas durante a manhã e o início da tarde.
O problema também atingiu usuários no Aleixo, na Zona Centro-Sul, onde passageiros aguardaram por mais de uma hora por algumas linhas.
A interrupção ocorreu sem aviso prévio, o que aumentou os transtornos para quem dependia do transporte coletivo para chegar ao trabalho, à escola ou a outros compromissos.

Prefeitura diz que movimento não foi comunicado
A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informou que acompanhou a paralisação e afirmou que não havia recebido comunicação prévia do sindicato dos trabalhadores sobre a interrupção.
Durante o movimento, a administração municipal informou que mantinha diálogo com representantes dos trabalhadores e das empresas responsáveis pelo transporte para tentar restabelecer o serviço.
O STTRM também afirmou que não havia sido informado previamente sobre a mobilização e que a paralisação partiu dos próprios trabalhadores.
Empresas citam dificuldades financeiras
O Sinetram relacionou as dificuldades financeiras enfrentadas pelas empresas a atrasos em repasses do Governo do Amazonas referentes ao Passe Livre Estudantil dos alunos da rede estadual.
Segundo a entidade patronal, a situação afeta o fluxo de caixa das operadoras e o cumprimento de compromissos com os trabalhadores.
A Prefeitura de Manaus afirma que mantém os pagamentos referentes aos estudantes da rede municipal sob sua responsabilidade e informou que a participação do governo estadual no custeio do benefício para estudantes da rede estadual é objeto de discussão judicial.
Até a retomada da operação, não havia sido informado se a reivindicação financeira apresentada pelos trabalhadores havia sido atendida nem qual acordo levou ao encerramento da paralisação.
Frota voltou às ruas por volta das 15h30
Depois de mais de quatro horas de transtornos, o Sinetram informou que a operação foi normalizada por volta das 15h30, com 100% da frota novamente em circulação.
A retomada permitiu que as linhas voltassem gradualmente aos itinerários, depois de uma manhã marcada pela redução da oferta de ônibus.
Mesmo com a normalização da frota, passageiros ainda poderiam enfrentar reflexos do período de paralisação enquanto o sistema absorvia a demanda acumulada nos terminais e pontos de ônibus.
Veja também:
Plataforma de ônibus na Alameda Cosme Ferreira é interditada para manutenção
Entenda o contexto
O transporte coletivo de Manaus já enfrentou outras interrupções ao longo de 2026. Em julho, uma greve dos rodoviários também afetou a circulação de ônibus na capital e terminou após negociações envolvendo trabalhadores, empresas e poder público.
Na paralisação desta terça-feira, porém, o sindicato dos trabalhadores afirmou que o movimento não havia sido organizado pela entidade. A mobilização foi atribuída a funcionários que reclamavam de atraso em pagamento.
O episódio também trouxe novamente à discussão o financiamento do sistema de transporte coletivo. As empresas alegam dificuldades de caixa e citam repasses relacionados ao Passe Livre Estudantil da rede estadual.
Com o retorno de 100% da frota informado pelo Sinetram, o serviço foi restabelecido na tarde desta terça-feira. Ainda não foi detalhado publicamente, porém, se houve pagamento aos trabalhadores ou outro entendimento que tenha provocado a retomada.
Mais lidas do NC News:
Lula faz último discurso do mandato na ONU com soberania, guerras e Trump no radar
Rick deixa dois filhos e quatro netos após quatro décadas ao lado da esposa
Câmeras revelam últimas horas de Isabelle; namorado segue sem ser localizado pela polícia