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Cerca de 7 mil robôs humanoides foram vendidos em todo o mundo em 2025 para uso industrial e em serviços profissionais, segundo dados compilados pela Federação Internacional de Robótica (IFR). O número oferece uma das primeiras dimensões globais de um mercado que vem atraindo bilhões em investimentos e atenção de gigantes da tecnologia.
Apesar da repercussão em torno das máquinas capazes de andar, carregar objetos e realizar tarefas semelhantes às humanas, os humanoides ainda representam uma parcela pequena do universo global de robôs.
A expectativa, porém, é de forte expansão nos próximos anos. Empresas da China, dos Estados Unidos e de outros países disputam uma corrida para transformar protótipos e projetos-piloto em máquinas capazes de trabalhar de forma autônoma em fábricas, armazéns e ambientes de serviços.
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O que é considerado um robô humanoide?
Para entrar na classificação da IFR, a máquina precisa ter aparência semelhante à humana e operar de forma autônoma em um ambiente projetado para pessoas.
Isso não significa necessariamente ter duas pernas. Um equipamento pode ser considerado humanoide mesmo utilizando outra forma de locomoção, desde que reúna as demais características estabelecidas pela entidade.
A IFR começou a coletar especificamente os dados sobre humanoides em meio ao crescimento do interesse comercial pela tecnologia. A organização reúne estatísticas sobre robótica há cerca de três décadas.
7 mil ainda é pouco diante do mercado de robôs
Embora 7 mil unidades representem um marco para uma tecnologia emergente, o volume ainda é pequeno quando comparado ao mercado tradicional de robótica.
Em 2024, aproximadamente 542 mil robôs industriais convencionais foram instalados no mundo. Outros 199 mil robôs de serviços profissionais foram vendidos naquele ano para atividades como transporte, hotelaria e limpeza.
Por isso, os humanoides ainda representam apenas uma pequena fração da população global de robôs.
Muitos robôs ainda não estão trabalhando de verdade
Outro ponto ajuda a dimensionar o estágio atual da tecnologia. Parte dos humanoides vendidos em 2025 ainda não foi adquirida para executar tarefas produtivas no dia a dia.
Muitas unidades foram compradas por instituições de pesquisa e empresas para testes e coleta de dados, utilizados posteriormente no desenvolvimento e treinamento de sistemas de inteligência artificial.
Até mesmo montadoras, consideradas algumas das primeiras empresas interessadas em colocar humanoides para trabalhar, ainda realizam projetos-piloto relativamente pequenos dentro das fábricas.
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China lidera corrida pelos humanoides
A China ganhou protagonismo na corrida global pela produção de robôs humanoides. O país já possui uma cadeia industrial de robótica desenvolvida e vem incentivando empresas a ampliar a produção dessas máquinas.
Estimativas que utilizam uma metodologia mais abrangente do que a IFR apontam que mais de 13 mil humanoides foram enviados globalmente em 2025. Fabricantes chineses responderam pela maior parte desse volume.
Empresas como AgiBot, Unitree e UBTech estão entre as fabricantes que ganharam espaço nesse mercado, enquanto companhias norte-americanas também desenvolvem projetos voltados principalmente à indústria e à logística.
Mercado pode crescer rapidamente
Apesar do estágio inicial, projeções indicam que a quantidade de humanoides pode aumentar de forma acelerada.
Uma estimativa do Bank of America Global Research aponta para cerca de 90 mil entregas de robôs humanoides em 2026 e 1,2 milhão em 2030.
As projeções, no entanto, não devem ser confundidas com vendas já realizadas. A adoção em grande escala dependerá de fatores como redução dos custos, segurança, autonomia, confiabilidade e capacidade de realizar tarefas úteis fora de ambientes controlados.
Inteligência artificial pode acelerar avanço
Um dos fatores por trás da nova onda de investimentos é a combinação entre robótica e inteligência artificial.
Enquanto motores, sensores e sistemas de controle permitem que as máquinas se movimentem e manipulem objetos, modelos de inteligência artificial podem ampliar a capacidade de interpretar ambientes, compreender instruções e executar tarefas.
A meta da indústria é fazer com que os humanoides deixem de ser principalmente plataformas de pesquisa e demonstração para assumir funções produtivas em fábricas, logística e outros setores.
Entenda O Contexto
Os números disponíveis sobre robôs humanoides podem variar conforme a metodologia utilizada. A IFR contabilizou cerca de 7 mil vendas líquidas em 2025 destinadas a aplicações industriais e serviços profissionais, deixando de fora categorias como robôs de consumo e militares.
Outras consultorias utilizam critérios mais abrangentes. Levantamentos do setor estimaram mais de 13 mil unidades enviadas globalmente em 2025.
Mesmo com as diferenças metodológicas, os levantamentos apontam para a mesma tendência: o mercado de humanoides ainda é pequeno diante da robótica tradicional, mas entrou em uma fase de expansão, com a China ocupando posição central na produção dessas máquinas.
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