José Roberto Arruda (PSD) afirmou nesta quinta-feira (24) que não vai recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrou sua candidatura ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2026. Após a decisão da Corte, o ex-governador declarou que sua participação na disputa eleitoral chegou ao fim.
“Meu caminho se encerra aqui”, afirmou Arruda ao comentar a decisão. Segundo ele, após consultar seus advogados, a avaliação foi de que não haveria um recurso capaz de reverter a decisão neste momento e que uma nova tentativa poderia atrasar o processo eleitoral no Distrito Federal.
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TSE manteve indeferimento da candidatura de Arruda
Por 5 votos a 2, o plenário do TSE confirmou a decisão que havia impedido Arruda de disputar o governo do DF. O tribunal acompanhou o voto do relator, ministro Dias Toffoli, e manteve o entendimento de que o ex-governador permanece inelegível.
A decisão teve como base condenações por improbidade administrativa relacionadas a processos da Operação Caixa de Pandora. O TSE entendeu que as condenações mantêm efeitos para fins eleitorais e impedem o registro da candidatura.
Ex-governador diz respeitar decisão judicial
Após o julgamento, Arruda afirmou que respeita a decisão dos ministros e destacou que acreditava estar apto a disputar a eleição com base na interpretação que fazia da legislação eleitoral.
“A minha certeza é que eu registrei minha candidatura de acordo com a lei. Mas, no momento em que o Poder Judiciário decide em contrário, a minha contribuição à democracia brasileira é falar do respeito que tenho pelas decisões”, afirmou.
Arruda pede que eleitores não votem mais nele
O ex-governador também pediu aos eleitores que não considerem seu nome na urna caso ele ainda apareça no sistema eleitoral. Segundo Arruda, os votos destinados a ele serão considerados inválidos.
Ele afirmou ainda que não pretende declarar apoio a nenhum candidato específico na disputa pelo governo do Distrito Federal.
Defesa havia questionado decisão da Justiça Eleitoral
A defesa de Arruda argumentava que mudanças na Lei da Ficha Limpa permitiriam sua candidatura e que o prazo de inelegibilidade já teria sido encerrado. O entendimento, porém, não foi aceito pelo TSE.
Com a decisão definitiva da Corte Eleitoral, Arruda fica impedido de continuar a campanha, participar de atos eleitorais e receber recursos do fundo eleitoral e partidário.
Entenda o contexto
José Roberto Arruda governou o Distrito Federal entre 2007 e 2010 e teve sua trajetória política marcada por processos relacionados à Operação Caixa de Pandora, investigação que revelou um esquema de corrupção no DF.
A disputa judicial sobre sua candidatura envolveu a aplicação das regras de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa e a interpretação sobre o prazo de impedimento eleitoral.
Com a decisão do TSE e a desistência de novos recursos, Arruda deixa oficialmente a disputa pelo governo do Distrito Federal em 2026.