Acusados são ligados à torcida organizada Bamor
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os quatro réus são integrantes da torcida organizada Bamor e teriam participado da ação com funções diferentes.
Dois dos acusados são apontados como responsáveis pelo lançamento dos artefatos explosivos, enquanto outros dois teriam participado conduzindo veículos utilizados durante a ação e a fuga.
A investigação também apontou vestígios de pólvora encontrados em um dos veículos analisados pela perícia.
Entenda o contexto
O ataque ao ônibus do Bahia aconteceu há mais de quatro anos e teve grande repercussão no futebol brasileiro pela utilização de explosivos contra uma delegação esportiva.
Com a decisão de pronúncia, o processo avança para uma nova etapa: o julgamento pelo Tribunal do Júri. A data da sessão ainda não foi definida e depende do encerramento das possibilidades de recurso.
Os acusados respondem pelo crime de tentativa de homicídio qualificado, conforme a acusação apresentada pelo Ministério Público. A decisão de levar o caso a júri não representa condenação, que só poderá ser definida após o julgamento.
Quatro acusados de participar do ataque ao ônibus do Esporte Clube Bahia serão julgados pelo Tribunal do Júri de Salvador. A decisão foi tomada pelo 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri, que considerou haver indícios suficientes de autoria e materialidade para levar o caso a julgamento popular.
O ataque aconteceu em fevereiro de 2022, quando o ônibus que levava a delegação do Bahia para a Arena Fonte Nova foi atingido por artefatos explosivos nas proximidades da Avenida Bonocô. Os jogadores Danilo Fernandes e Matheus Bahia ficaram feridos durante a ação.
Confira as principais notícias do futebol brasileiro no NC News
Justiça aponta indícios para julgamento popular
A decisão de enviar os acusados ao júri popular ocorreu após a análise de provas reunidas durante a investigação e o processo judicial.
Entre os elementos considerados estão imagens periciadas, laudos de lesões corporais, exames realizados no ônibus e em veículos relacionados ao caso, além de depoimentos de vítimas, testemunhas e interrogatórios dos réus.
Segundo a decisão judicial, nesta fase do processo cabe avaliar a existência do crime e a presença de indícios de participação dos acusados. A análise definitiva sobre a responsabilidade dos réus será feita pelo Conselho de Sentença, formado por jurados populares.
Ataque ocorreu antes de partida pela Copa do Nordeste
O caso aconteceu na noite de 24 de fevereiro de 2022, quando o ônibus do Bahia transportava jogadores e integrantes da comissão técnica para a Arena Fonte Nova, onde a equipe enfrentaria o Sampaio Corrêa pela Copa do Nordeste.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia, os acusados teriam se deslocado até as proximidades da Avenida Bonocô em dois veículos e aguardado a passagem do ônibus.
Na ocasião, explosivos foram lançados contra o veículo, atingindo a lateral do ônibus e causando ferimentos em atletas.
Jogadores ficaram feridos após explosão
O goleiro Danilo Fernandes foi um dos jogadores mais atingidos. Ele sofreu ferimentos no rosto e nas pernas e precisou passar por cirurgia no olho esquerdo devido aos estilhaços.
O lateral Matheus Bahia também sofreu ferimentos nos braços, rosto e pernas após o ataque.
Um terceiro veículo que passava pela avenida também foi atingido por um dos artefatos, segundo as informações reunidas no processo.
Acusados são ligados à torcida organizada Bamor
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os quatro réus são integrantes da torcida organizada Bamor e teriam participado da ação com funções diferentes.
Dois dos acusados são apontados como responsáveis pelo lançamento dos artefatos explosivos, enquanto outros dois teriam participado conduzindo veículos utilizados durante a ação e a fuga.
A investigação também apontou vestígios de pólvora encontrados em um dos veículos analisados pela perícia.
Entenda o contexto
O ataque ao ônibus do Bahia aconteceu há mais de quatro anos e teve grande repercussão no futebol brasileiro pela utilização de explosivos contra uma delegação esportiva.
Com a decisão de pronúncia, o processo avança para uma nova etapa: o julgamento pelo Tribunal do Júri. A data da sessão ainda não foi definida e depende do encerramento das possibilidades de recurso.
Os acusados respondem pelo crime de tentativa de homicídio qualificado, conforme a acusação apresentada pelo Ministério Público. A decisão de levar o caso a júri não representa condenação, que só poderá ser definida após o julgamento.