O Esquadrão Pelicano, da Força Aérea Brasileira (FAB), localiza os destroços do helicóptero Bell 430 que desaparece na Serra Catarinense com o cantor Rick e outras quatro pessoas. A confirmação vem após uma operação aérea de alta complexidade, centrada no avião SC-105 Amazonas.
Voo de 13 horas até a Serra Catarinense
O SC-105 Amazonas, identificado como FAB 6551, decola da Base Aérea de Campo Grande na segunda-feira e cruza boa parte do país até a região serrana de Santa Catarina. A aeronave especializada em busca e salvamento voa cerca de 13 horas até localizar os destroços.
O helicóptero acidentado, um Bell 430 de matrícula PP-MGR, sai de Porto Belo com destino a São Joaquim quando desaparece na tarde de segunda-feira. Entre os ocupantes estão o cantor Rick, da dupla Rick e Renner, e o empresário Bruno Avelar, além de outras três pessoas ainda não identificadas oficialmente.
A FAB define a participação do Pelicano como central. “A aeronave é do Esquadrão Pelicano, a unidade de busca e salvamento sediada na Base Aérea de Campo Grande”, informa a instituição em comunicado. Em outra nota, reforça: “O SC-105 empregado nas buscas é identificado como FAB 6551”.
Tecnologia em ação sob chuva e baixa visibilidade
O SC-105 FAB 6551 integra o 2º/10º Grupo de Aviação, o Esquadrão Pelicano, e é incorporado à unidade em 2019 com foco em missões de busca e salvamento em todo o território nacional. A aeronave leva a bordo sistemas de busca por imagem e sensores capazes de identificar fontes de calor, mesmo sob nuvens e em áreas de mata fechada.
Esses equipamentos permitem vasculhar vales, encostas e florestas da Serra Catarinense em condições adversas, com chuva e baixa visibilidade. As equipes concentram as buscas nas regiões de Urubici e São Joaquim, em dois pontos separados por cerca de 30 quilômetros: o de um possível relato de queda e o do último sinal de celular de um dos ocupantes.
Um helicóptero Black Hawk (H-60) da FAB também entra em ação, levantando voo sempre que o tempo abre. Em terra, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina monta uma operação que envolve viaturas, drones e cães farejadores, tentando vencer o relevo acidentado e a vegetação densa.
Base Aérea de Campo Grande no centro das atenções
A operação projeta a Base Aérea de Campo Grande para o centro do noticiário. De lá parte a tripulação responsável por operar o SC-105, com militares treinados para localizar aeronaves e pessoas em cenários extremos, do mar aberto às regiões montanhosas.
Em nota oficial, a FAB resume: “O Esquadrão Pelicano, sediado em Campo Grande, é especializado em operações de Busca e Salvamento”. O grupo mantém prontidão permanente e pode ser acionado para ocorrências em qualquer ponto do país, o que reforça o papel estratégico da unidade para a defesa e a aviação civil.
A presença de uma figura pública como o cantor Rick amplia a pressão por respostas rápidas. A comoção de fãs e familiares alimenta uma cobrança direta por atualizações constantes, enquanto os protocolos militares exigem cautela nas divulgações até que as equipes em solo alcancem a área exata da queda e avaliem o cenário.
Impacto na aviação executiva e na política de salvamento
A localização dos destroços marca um avanço decisivo, mas ainda não encerra a angústia sobre o destino dos ocupantes. Sem confirmação oficial de sobreviventes ou mortes, familiares e autoridades aguardam o trabalho das equipes em solo, que depende do clima e do acesso seguro ao local.
O episódio reacende discussões sobre segurança na aviação executiva, que cresce com helicópteros e jatos particulares cruzando o país diariamente. Em regiões montanhosas como a Serra Catarinense, mudanças bruscas de tempo e neblina densa aumentam riscos e exigem planejamento mais rigoroso de rotas e alternativas.
Para a FAB e para a Base Aérea de Campo Grande, a operação reforça a necessidade de investimento constante em tecnologia, manutenção e treinamento. Cada missão de longa duração, como o voo de 13 horas do SC-105, consome recursos significativos e pode influenciar prioridades orçamentárias nas áreas de defesa e segurança pública.
Especialistas em aviação apontam que a visibilidade dada ao trabalho do Esquadrão Pelicano tende a acelerar debates sobre protocolos de busca e salvamento, integração com bombeiros estaduais e uso de aeronaves especializadas. O uso combinado de aviões com radares e sensores, helicópteros, drones e cães farejadores se consolida como padrão em ocorrências complexas.
A partir de agora, o foco se desloca da localização dos destroços para a investigação das causas do acidente e para eventuais mudanças regulatórias na fiscalização de voos privados. As conclusões podem levar meses, mas a cobrança por respostas começa no momento em que as imagens da Serra Catarinense, cortada por nuvens baixas e chuva fina, entram em rede nacional.
A FAB e o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina mantêm as equipes mobilizadas na região, com expectativa de avanço das buscas em solo assim que as condições climáticas permitirem. A Base Aérea de Campo Grande segue em prontidão, com o Esquadrão Pelicano preparado para novas decolagens, enquanto famílias e fãs aguardam, em suspense, a confirmação que ainda falta.
Onde fica a Base Aérea de Campo Grande?
A Base Aérea de Campo Grande fica em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, em área estratégica próxima ao perímetro urbano e integrada à malha viária da cidade, o que facilita o deslocamento rápido de militares, equipamentos e aeronaves em operações de busca, salvamento e defesa em todo o país.
Qual é o papel da Base Aérea de Campo Grande nas buscas pelo cantor Rick em SC?
A Base Aérea de Campo Grande coordena o emprego do avião SC-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano, que decola de Mato Grosso do Sul e voa cerca de 13 horas até a Serra Catarinense, utilizando sensores de imagem e de calor para localizar os destroços do helicóptero Bell 430 que transporta o cantor Rick e outras quatro pessoas.