O Legacy 650, aeronave executiva fabricada pela brasileira Embraer, passou a estar no centro das atenções após registros de voos envolvendo pessoas públicas e uma empresa anteriormente associada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O modelo foi utilizado em viagens atribuídas ao senador
Flávio Bolsonaro e ao ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, segundo reportagens baseadas em registros de tráfego aéreo e documentos.
A aeronave, de prefixo PP-NLR, é um jato de longo alcance voltado ao transporte executivo. O modelo pode levar até 14 passageiros e foi projetado para viagens internacionais, com estrutura de conforto semelhante à de aeronaves particulares utilizadas por empresários e autoridades.
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Como é o Legacy 650
O Legacy 650 faz parte da família de jatos executivos da Embraer e foi desenvolvido para atender passageiros que buscam maior autonomia e conforto em viagens de média e longa distância.
Segundo informações da fabricante, o modelo possui cerca de 26 metros de comprimento e 21 metros de envergadura.
A aeronave pode transportar até 14 passageiros e tem autonomia superior a 7 mil quilômetros em determinadas configurações, permitindo realizar rotas internacionais sem necessidade de escalas em diversos trajetos.
Interior é voltado para viagens executivas
O Legacy 650 foi projetado para oferecer uma experiência de transporte executivo, com cabine ampla, áreas de descanso, espaços para trabalho e sistemas de entretenimento.
O modelo é utilizado por empresas, operadores de táxi aéreo e proprietários privados em diferentes países.
A Embraer informou que a família Legacy 650 possui dezenas de aeronaves em operação internacional.
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Aeronave entrou no debate político
O avião ganhou repercussão após reportagens apontarem que o mesmo Legacy 650 teria sido utilizado em diferentes deslocamentos envolvendo pessoas públicas.
Segundo informações divulgadas, Flávio Bolsonaro viajou no avião em janeiro de 2025, em um trajeto entre os Estados Unidos e Brasília, acompanhado da família e de um advogado.
Meses depois, registros apontaram o uso da mesma aeronave em um deslocamento envolvendo Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Empresa ligada a Vorcaro operava aeronave
O Legacy 650 é operado pela Prime Aviation, empresa que teve Daniel Vorcaro entre seus sócios anteriormente.
As investigações e reportagens passaram a analisar a relação entre a aeronave, empresas ligadas ao empresário e contratos envolvendo diferentes usuários do serviço.
O fato de uma aeronave ser utilizada por determinado operador ou empresa não indica, por si só, que todos os passageiros tenham relação pessoal ou empresarial com o proprietário ou antigos sócios.
Viagens de Moraes geraram questionamentos
O uso da aeronave por Alexandre de Moraes e Viviane Barci passou a ser questionado após a divulgação de imagens e documentos relacionados aos voos.
O gabinete do ministro afirmou anteriormente que ele jamais havia viajado em avião de Daniel Vorcaro ou na companhia do empresário. O escritório de Viviane Barci informou que contratou serviços de táxi aéreo da Prime Aviation e afirmou que Vorcaro não estava presente nos voos.
A discussão segue relacionada à investigação sobre a origem dos contratos, a operação das aeronaves e as circunstâncias dos deslocamentos.
Flávio Bolsonaro também foi citado
O senador Flávio Bolsonaro aparece nas reportagens sobre o caso por ter utilizado a aeronave em uma viagem internacional em janeiro de 2025.
Segundo os registros divulgados, o voo ocorreu antes de a aeronave ser relacionada às viagens de Alexandre de Moraes.
A utilização do avião pelo senador também passou a ser analisada dentro do contexto das investigações sobre as relações empresariais envolvendo Vorcaro.
Entenda o contexto
O Legacy 650 passou a ser mencionado em meio às investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.
A aeronave se tornou um dos elementos analisados por causa dos registros de utilização por diferentes pessoas públicas e da relação empresarial envolvendo operadores do avião.
As investigações ainda buscam esclarecer contratos, movimentações financeiras e eventuais responsabilidades relacionadas aos fatos apurados.
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