Justiça mantém greve dos rodoviários no DF, mas determina 80% da frota nos horários de pico

Paralisação está prevista para começar à 0h desta segunda-feira (28); fora dos períodos de maior movimento, pelo menos 50% das viagens programadas deverão ser mantidas.
Redação NC News
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A Justiça do Trabalho negou o pedido do Governo do Distrito Federal (GDF) para suspender a greve dos rodoviários, mas estabeleceu limites para a paralisação prevista para começar à 0h desta segunda-feira (28). Durante o movimento, 80% da operação normal dos ônibus deverá ser mantida nos horários de pico.

A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determina o percentual de 80% entre 5h30 e 9h e das 17h às 20h. Nos demais períodos do dia, pelo menos 50% das viagens programadas deverão ser realizadas.

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Justiça rejeitou pedido para suspender a greve

O GDF havia recorrido à Justiça do Trabalho para tentar impedir a paralisação e garantir o funcionamento do transporte coletivo. O pedido para suspender totalmente o movimento, no entanto, foi negado.

A categoria confirmou a greve após assembleia realizada neste domingo (27). Os rodoviários rejeitaram uma proposta das empresas que previa reajuste salarial de 6%.

As negociações relacionadas à data-base começaram em julho e passaram por mais de dez rodadas sem que trabalhadores e empresas chegassem a um acordo.

Descumprimento pode gerar multa de R$ 100 mil por hora

A decisão estabelece multa de R$ 100 mil por hora caso os percentuais mínimos de circulação não sejam cumpridos. Em caso de persistência no descumprimento, o valor poderá subir para R$ 200 mil por hora.

Além dos percentuais definidos para os dias de paralisação, a Justiça determinou uma regra específica para as eleições.

No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, deverá ser cumprida integralmente a tabela de horários correspondente aos dias úteis. A medida busca garantir a oferta de transporte público necessária para o deslocamento dos eleitores.

Categoria reivindica reajustes

Entre as reivindicações apresentadas pelo sindicato estão reajuste de 8% nos salários, aumento de 10% nos benefícios de alimentação e de 12% no plano de saúde.

As empresas apresentaram uma proposta de reajuste salarial de 6%, rejeitada pelos trabalhadores na assembleia deste domingo.

Com a manutenção da paralisação, passageiros que utilizam o transporte coletivo no Distrito Federal devem encontrar uma operação reduzida a partir desta segunda-feira, especialmente fora dos horários de pico.

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