O debate entre os candidatos ao Governo do Rio de Janeiro realizado pela TV Globo na noite desta terça-feira (29) foi marcado por ataques direcionados principalmente a Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), além de discussões sobre alianças políticas, segurança pública, transporte, educação e desenvolvimento regional. Participaram do encontro André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL), Eduardo Paes (PSD) e William Siri (PSOL). O debate foi mediado pela jornalista Ana Paula Araújo e dividido em quatro blocos, com perguntas entre os próprios candidatos.
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Paes e Ruas concentram os principais ataques
Eduardo Paes e Douglas Ruas foram os principais alvos dos adversários durante o confronto. As críticas envolveram tanto a atuação política dos dois quanto alianças construídas ao longo da campanha para o governo estadual.
Ruas foi questionado sobre sua relação política com o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, enquanto Paes foi pressionado sobre suas alianças e sobre a relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Transporte abre o confronto
No primeiro bloco, Douglas Ruas perguntou a Paes sobre propostas para o transporte público, citando a promessa de implantação da Linha 3 do metrô e compromissos anteriores relacionados à expansão do transporte sobre trilhos.
Paes respondeu defendendo projetos para ampliar a mobilidade no estado e também questionou a atuação de Ruas na administração estadual e na Assembleia Legislativa.
Segurança e a chamada “lista de Bacellar”
Anthony Garotinho levou ao debate o tema de uma suposta “lista de Bacellar”. William Siri aproveitou a discussão para fazer críticas a Rodrigo Bacellar, que foi preso e é alvo de investigação relacionada ao crime organizado.
Garotinho defendeu que eventuais nomes relacionados às acusações fossem esclarecidos antes da eleição. As referências, porém, ocorreram no contexto de acusações políticas e não representam, por si só, prova de envolvimento criminal dos candidatos citados. 
Garotinho defende “Bope 2.0”
Ao ser questionado por André Marinho sobre a retomada de territórios dominados por organizações criminosas, Garotinho apresentou a proposta de criação de um “Bope 2.0”, com atuação conjunta das forças de segurança, investigação e ações sociais.
Marinho defendeu uma estrutura integrada de segurança, com um Centro Integrado de Comando e Controle para reunir diferentes órgãos e informações operacionais.
Educação, emprego e escala 6×1 entram na pauta
Os candidatos também discutiram políticas para educação e geração de empregos. André Marinho questionou Douglas Ruas sobre propostas para o setor educacional, enquanto William Siri levou ao confronto o debate sobre a escala de trabalho 6×1.
O atendimento a pessoas com autismo, a violência contra mulheres e questões ligadas aos serviços públicos também apareceram entre os temas discutidos pelos candidatos.
Desenvolvimento regional ocupa terceiro bloco
Na terceira parte do debate, as perguntas foram direcionadas para diferentes regiões do estado. Incentivos fiscais no Médio Paraíba, desenvolvimento econômico na Costa Verde, educação no Centro-Sul e saúde no Norte Fluminense estiveram entre os assuntos.
Também foram discutidas obras no Noroeste Fluminense, saúde na Região Serrana, transporte na Região Metropolitana, agricultura e desenvolvimento sustentável nas Baixadas Litorâneas.
Paes é cobrado sobre relação com Lula
A política nacional apareceu novamente nas discussões sobre alianças. Paes foi questionado sobre sua relação com Lula e afirmou que apoia o presidente, embora tenha defendido uma atuação própria na disputa estadual.
Ruas, por sua vez, foi pressionado sobre sua ligação com integrantes do grupo político que comandou o estado nos últimos anos. O candidato procurou destacar sua identidade política e apresentar-se como responsável pelas próprias decisões.

Último debate antes da votação
O encontro da Globo ocorreu na reta final da campanha para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O debate serviu como um dos últimos momentos de exposição dos candidatos antes da votação.
Além dos confrontos políticos, os participantes apresentaram propostas para áreas como segurança, saúde, educação, transporte, emprego e infraestrutura, permitindo ao eleitor comparar diferentes posições sobre a administração do estado.