Sem Celina Leão, debate na Globo concentra críticas sobre crise do BRB no DF

Kiko Caputo, Leandro Grass, Paula Belmonte e Ricardo Cappelli trocaram acusações e apresentaram propostas para saúde, segurança, transporte e contas públicas
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O debate entre candidatos ao Governo do Distrito Federal realizado pela TV Globo na noite desta terça-feira (29) foi marcado pela ausência da governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), e por críticas dos adversários à condução do Banco de Brasília (BRB). Participaram do encontro Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB). O debate foi mediado pelo jornalista Heraldo Pereira e ocorreu a cinco dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

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Crise do BRB domina o primeiro bloco

Mesmo sem estar presente, Celina Leão foi alvo das primeiras perguntas e críticas. Leandro Grass questionou a falta de transparência do governo sobre a situação do BRB e relacionou o tema às áreas de saúde e educação.

Kiko Caputo também criticou a ausência da governadora e afirmou que o acordo discutido para enfrentar a crise financeira do banco poderia afetar a capacidade do Distrito Federal de realizar novas contratações e reajustes de servidores.

Grass questiona recursos ligados ao Banco Master

Na réplica, Grass citou um repasse de mais de R$ 6 milhões feito a Gustavo Rocha, vice-governador de Celina, por um fundo ligado ao Banco Master, e pediu investigação para esclarecer uma eventual relação com os recursos do BRB.

Grass também afirmou que pretende recuperar o banco e preservar os empregos dos funcionários. Kiko, por sua vez, voltou a questionar a falta de divulgação do balanço patrimonial do BRB.

Paula Belmonte cobra balanço do BRB

Paula Belmonte levou novamente a situação financeira do banco para o centro do debate. Ao questionar Ricardo Cappelli sobre as contas públicas, mencionou um déficit de R$ 6,6 bilhões no BRB e cobrou transparência sobre os números.

Cappelli afirmou que o Distrito Federal possui orçamento, mas que os recursos não chegam de forma suficiente à população. O candidato também prometeu cortar cargos comissionados no primeiro dia de governo e reduzir impostos para motoristas de aplicativo.

Acusações sobre Celina entram no debate

Ricardo Cappelli também utilizou seu tempo para dirigir questionamentos a Celina sobre contratos e negócios envolvendo integrantes de seu grupo político. As afirmações foram apresentadas durante o debate e não equivalem, por si só, a comprovação de irregularidades.

Ao responder sobre corrupção, Grass defendeu a publicação dos contratos do governo e afirmou que pretende ampliar a transparência da administração pública. Na tréplica, voltou a criticar a condução do BRB pelo atual governo.

Segurança pública também vira confronto

Na discussão sobre segurança, Kiko Caputo defendeu a recomposição dos efetivos das polícias Civil e Militar, melhores condições de trabalho, investimentos em tecnologia e a criação de delegacias em todas as regiões administrativas.

Paula Belmonte afirmou que pretende ampliar a digitalização da segurança pública e fortalecer ações de combate ao feminicídio. A candidata também defendeu a valorização dos profissionais da área.

Saúde e combate às filas aparecem nas propostas

Leandro Grass colocou a saúde como uma das prioridades de seu programa e prometeu trabalhar para reduzir as filas por consultas e cirurgias. Ele também citou a construção e ampliação de unidades de saúde em diferentes regiões do Distrito Federal.

Paula Belmonte defendeu o fortalecimento dos servidores da saúde e a instalação de estruturas de atendimento mais próximas da população.

Transporte e expansão do metrô entram na pauta

Mobilidade urbana também foi tema do confronto. Ricardo Cappelli apresentou uma proposta de transporte interbairros para conectar regiões como Samambaia, Taguatinga, Águas Claras, Arniqueira e Guará.

O candidato também defendeu a ampliação do metrô para Gama e Santa Maria. Grass destacou a expansão do transporte sobre trilhos e propôs ampliar a tarifa zero para outros dias.

Insegurança alimentar entra no segundo bloco

Cappelli questionou Kiko Caputo sobre propostas para pessoas em situação de insegurança alimentar. O candidato do Novo defendeu a retomada de programas sociais e citou o Cesta Verde, criado durante a gestão de Joaquim Roriz.

Cappelli apresentou como alternativa o aumento do valor do Cartão Prato Cheio para R$ 300 e destacou a necessidade de políticas voltadas à população de baixa renda.

Regiões do DF ganham espaço no terceiro bloco

O terceiro bloco foi dedicado a problemas específicos de diferentes regiões do Distrito Federal. Os candidatos discutiram necessidades locais envolvendo hospitais, delegacias, escolas, creches, transporte e atendimento médico.

Kiko Caputo defendeu a construção de um hospital no Recanto das Emas e uma nova delegacia para a região de Água Quente. Cappelli voltou a defender a expansão do metrô e melhorias na mobilidade entre as regiões administrativas.

Arruda é lembrado durante o confronto

O ex-governador José Roberto Arruda, que teve a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral, também apareceu nas discussões. Kiko Caputo prestou solidariedade ao ex-governador e afirmou que pretende incorporar propostas apresentadas por ele.

A participação de Kiko no debate aconteceu após uma decisão liminar do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que determinou a inclusão do Novo nos debates eleitorais de rádio e televisão.

Debate termina com críticas à gestão atual

Na reta final, os candidatos voltaram a discutir segurança, saúde, contas públicas e ações de governos anteriores. A ausência de Celina Leão permaneceu como um dos principais assuntos do encontro.

O debate terminou com as considerações finais de Kiko Caputo, Leandro Grass, Ricardo Cappelli e Paula Belmonte. A votação do primeiro turno no Distrito Federal acontece neste domingo (4).

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