“Verity”, adaptação cinematográfica do best-seller de Colleen Hoover, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1º) cercado de expectativa pelo sucesso do livro e pelo elenco liderado por Anne Hathaway, Dakota Johnson e Josh Hartnett. As primeiras avaliações da imprensa especializada, porém, mostram uma recepção dividida ao suspense.
Uma das avaliações negativas veio do Omelete, que publicou nesta quarta-feira (30) uma crítica desfavorável ao longa. A análise considera que a adaptação tem dificuldades para transformar as reviravoltas e provocações do livro em uma narrativa convincente no cinema.
Dirigido por Michael Showalter, o filme mistura suspense psicológico, mistério, romance e erotismo. A história acompanha Lowen Ashleigh, interpretada por Dakota Johnson, uma escritora com dificuldades financeiras que recebe a oportunidade de concluir os livros de uma série de sucesso criada por Verity Crawford, personagem de Anne Hathaway.
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História coloca Dakota Johnson na casa de Verity
Na trama, Verity Crawford é uma escritora de sucesso que fica impossibilitada de continuar trabalhando após um acidente. Lowen é então contratada para assumir a tarefa de terminar os livros restantes da autora.
Para conhecer melhor o trabalho e os arquivos de Verity, Lowen passa a frequentar a propriedade da família Crawford. É nesse ambiente que encontra um manuscrito autobiográfico com relatos perturbadores e começa a questionar o que realmente aconteceu naquela casa.
A situação se torna ainda mais complicada à medida que Lowen se aproxima de Jeremy Crawford, marido de Verity, interpretado por Josh Hartnett.
A produção trabalha justamente com a dúvida sobre o que é verdade, ficção ou manipulação, elemento que também ajudou o romance de Colleen Hoover a conquistar leitores.
Omelete critica desenvolvimento da adaptação
A avaliação publicada pelo Omelete considera que o longa não consegue aproveitar plenamente o potencial da história original. A crítica aponta problemas principalmente na maneira como o roteiro conduz as revelações e transforma os acontecimentos do livro em linguagem cinematográfica.
Essa é uma avaliação editorial do veículo, e não um consenso sobre o filme. Outras publicações internacionais também apresentaram ressalvas ao longa nesta semana, especialmente em relação ao desenvolvimento da narrativa e ao desfecho.
O jornal britânico The Guardian, por exemplo, avaliou que o longa começa de maneira promissora, mas perde força ao avançar para o terceiro ato.
A recepção definitiva do público ainda será conhecida após a chegada do filme aos cinemas.
Filme aposta em suspense e erotismo
Além do mistério envolvendo a família Crawford, a adaptação intensifica o componente erótico da história.
Antes da estreia, Michael Showalter explicou que a equipe decidiu recuperar elementos mais sensuais da obra durante o desenvolvimento do longa. O diretor citou thrillers eróticos como “Instinto Selvagem” e “Atração Fatal” entre as referências para o tom pretendido.
Uma das cenas que já chamou atenção antes mesmo do lançamento envolve Anne Hathaway e Dakota Johnson. A sequência foi comentada pelo diretor e pela própria Colleen Hoover durante a divulgação do filme.
A combinação de suspense psicológico e atração entre os personagens é utilizada para aumentar a incerteza em torno das intenções de cada um.
Best-seller de Colleen Hoover chega às telas
“Verity” é mais uma obra de Colleen Hoover adaptada para o audiovisual. A autora também escreveu livros como “É Assim que Acaba”, “É Assim que Começa”, “O Lado Feio do Amor”, “Novembro 9” e “Até o Verão Terminar”.
O romance acompanha uma história mais sombria do que algumas das obras românticas pelas quais Hoover ficou conhecida, combinando relacionamentos, obsessão, violência e dúvidas sobre a confiabilidade dos personagens.
No elenco do filme, além de Dakota Johnson, Anne Hathaway e Josh Hartnett, estão Ismael Cruz Córdova, Brady Wagner, Irina Dvorovenko, K.K. Moggie e Michael Abbott Jr.
Estreia no Brasil
“Verity” tem estreia comercial prevista nos cinemas brasileiros para esta quinta-feira, 1º de outubro.
Com 1h54 de duração, o longa tem direção de Michael Showalter e roteiro de Nick Antosca. A chegada às salas brasileiras permitirá que o público compare a adaptação com o fenômeno editorial que deu origem ao filme e forme sua própria avaliação sobre as mudanças feitas para o cinema.