Escolher uma profissão em meio ao avanço da inteligência artificial (IA) ganhou uma nova camada de complexidade. Para quem está prestes a entrar na faculdade, dominar os conhecimentos técnicos de uma carreira já não é suficiente diante de um mercado que também cobra capacidade de adaptação, relacionamento e uso de novas tecnologias.
A mudança tem levado instituições de ensino a rever a formação oferecida aos estudantes. A Saint Paul Escola de Negócios, por exemplo, aposta na combinação entre conhecimento acadêmico, habilidades comportamentais, inteligência artificial e contato com situações reais do mercado.
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Para a diretora executiva da Exame Saint Paul Faculdade de Negócios, Camila Securato, a formação dos novos profissionais precisa acompanhar as transformações que já ocorrem dentro das empresas.
“A nova graduação continua olhando as competências técnicas com importância grande, mas traz esses dois novos blocos: como usar inteligência artificial para potencializar o aprendizado e o trabalho e também a parte de soft skills para você começar a se relacionar além da sua área”, explica.

IA pode transformar tarefas e profissões
A chegada da inteligência artificial ao ambiente de trabalho também levanta dúvidas entre jovens sobre quais profissões continuarão existindo e como determinadas funções serão exercidas no futuro.
Na avaliação de Camila, a tecnologia não deve ser compreendida apenas pelo potencial de substituir atividades, mas também pela capacidade de acelerar tarefas e ampliar as possibilidades de atuação dos profissionais.
“A inteligência artificial vai ajudar a gente nas tarefas. Vai deixar nossas formas de fazer algumas tarefas de uma forma mais rápida, mas ela nunca vai deixar de ter a curadoria de nós humanos para liderar isso junto com essa inteligência”, afirma.
Na proposta da Saint Paul, o uso da IA não fica concentrado em uma única disciplina. A tecnologia é trabalhada de forma transversal para que os estudantes aprendam a utilizá-la na análise de informações, no aumento da produtividade, na solução de problemas e no apoio à tomada de decisões.
Conhecimento técnico não basta
Outro eixo da formação é a combinação de três grupos de competências: Hard Skills, Soft Skills e AI Skills.
As Hard Skills correspondem aos conhecimentos técnicos exigidos pela profissão. As Soft Skills incluem capacidades como comunicação, liderança, negociação, empatia, trabalho em equipe e administração de conflitos. Já as AI Skills estão relacionadas à utilização da inteligência artificial nas atividades acadêmicas e profissionais.
A lógica parte da percepção de que as áreas de uma empresa estão cada vez mais conectadas. Mesmo um profissional especializado em finanças, por exemplo, pode precisar compreender vendas, marketing, gestão e relacionamento com pessoas.
“Você vai não só trabalhar em uma carreira específica, mas escolher trabalhar em marketing, ou escolher ser um empresário. Eu vou ter que ligar e me conectar com muitas outras áreas”, diz Camila.
Mercado entra na sala de aula
A Saint Paul também busca aproximar os alunos das situações enfrentadas por empresas e executivos. A escola acumula 25 anos de atuação na formação de executivos e lideranças e leva essa experiência para a graduação.
A graduação também conta com professores de instituições parceiras de países como Alemanha, Estados Unidos e China. A proposta é ampliar a visão dos alunos sobre negócios e possibilidades profissionais fora do mercado brasileiro.
Evento gratuito em Brasília
Para apresentar a proposta aos estudantes, a instituição realiza nesta quinta-feira (1º), das 19h às 21h30, o Open Day Saint Paul, no B Hotel Brasília, na Asa Sul. A participação é gratuita.
As inscrições para a próxima turma de Administração ficam abertas até 22 de outubro.
O processo seletivo não considera apenas o desempenho do candidato em uma prova. Os participantes também passam por entrevista e apresentam um vídeo sobre a própria trajetória e as razões para escolher o curso.
Segundo a instituição, características como comunicação, trabalho em equipe, foco e resiliência também são consideradas durante a seleção.
Para Camila, apesar das incertezas provocadas pelas transformações tecnológicas, o novo cenário também abre espaço para diferentes caminhos profissionais.
“As mudanças que a gente está passando podem ser assustadoras, mas, ao mesmo tempo, é um olhar de geração de muitas oportunidades de negócio”, afirma.