O Pix por aproximação deixa de ter o teto fixo de R$ 500 a partir desta quinta-feira (1º). A mudança permite que o próprio usuário solicite ao banco o aumento ou a redução do limite por transação e do limite diário, de acordo com as ferramentas disponibilizadas pela instituição.
A alteração foi definida pelo Banco Central e equipara o Pix por aproximação às demais formas de utilização do sistema. Com a nova regra, pagamentos de valores superiores a R$ 500 poderão ser realizados por aproximação, desde que estejam dentro dos limites definidos pelo cliente e aprovados pela instituição financeira.
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O que muda no Pix por aproximação
Até então, o Pix por aproximação tinha um limite específico de R$ 500 por transação. A partir da nova regra, esse teto deixa de existir como valor fixo e passa a seguir a lógica de gerenciamento de limites já utilizada em outras operações do Pix.
Na prática, o cliente poderá definir limites dentro do aplicativo do banco. A instituição continuará aplicando os mecanismos de segurança e poderá estabelecer os procedimentos necessários para autorizar as operações.
Usuário poderá alterar os limites
O Banco Central determina que as instituições disponibilizem ferramentas para que o cliente possa solicitar aumento ou redução dos limites diário e por transação.
Isso significa que a retirada do teto de R$ 500 não representa uma liberação automática e ilimitada para todos os usuários. O valor disponível dependerá dos limites definidos e das regras de segurança da instituição financeira.
Mudança também alcança carteiras digitais
A atualização também envolve pagamentos iniciados por meio do Open Finance sem redirecionamento, modalidade utilizada por carteiras digitais compatíveis.
A intenção do Banco Central é aproximar as regras das diferentes formas de iniciação de pagamentos, permitindo que operações de valores mais altos também possam ser realizadas por essas soluções, dentro dos limites autorizados.
Segurança continua sendo exigida
Mesmo com a retirada do teto específico, os mecanismos de segurança do Pix continuam valendo. As instituições financeiras mantêm ferramentas de gerenciamento de limites e autenticação para reduzir riscos de operações não autorizadas.
O Banco Central afirma que a mudança busca tornar a experiência do Pix por aproximação mais próxima das demais formas de pagamento pelo sistema, sem retirar do usuário o controle sobre os valores que podem ser movimentados.
Próximos passos
A nova regra entra em vigor nesta quinta-feira (1º), depois do prazo dado pelo Banco Central para que bancos e instituições de pagamento adaptem seus sistemas. A partir da implementação, cada instituição deverá disponibilizar aos clientes as ferramentas necessárias para o gerenciamento dos limites.