Técnica de enfermagem fica com hematomas após ser enforcada com cabo de carregador em UPA do DF

Profissional foi atacada por uma paciente no Riacho Fundo II; Coren-DF cobra reforço na segurança das unidades de saúde
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Uma técnica de enfermagem de 46 anos ficou com marcas no pescoço após ser agredida por uma paciente dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II, no Distrito Federal. O ataque ocorreu na terça-feira (29), quando a paciente teria utilizado um cabo de carregador de celular para enforcar a profissional.

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A profissional precisou ser atendida após a agressão e recebeu auxílio de outros integrantes da equipe que estavam de plantão. Segundo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), a paciente apresentava um quadro de agitação e foi contida pelos profissionais da unidade.

Profissional foi afastada após o episódio

Após receber atendimento médico, a técnica de enfermagem foi afastada das atividades. O Iges-DF informou ainda que registrou um boletim de ocorrência e adotou as providências relacionadas ao caso.

De acordo com o instituto, a equipe assistencial interveio imediatamente para interromper a agressão e preservar a segurança da profissional e das demais pessoas que estavam na unidade.

O Iges-DF afirmou também que já vinha adotando medidas para ampliar a prevenção e a segurança dos trabalhadores das unidades de saúde, com ações de orientação, conscientização e reforço dos protocolos diante de situações de violência.

Coren-DF cobra medidas de proteção

Após o caso, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) voltou a cobrar medidas para aumentar a segurança dos profissionais que trabalham na rede pública de saúde.

Entre as propostas apresentadas pelo conselho está a instalação do chamado botão do pânico, mecanismo que permitiria acionar ajuda rapidamente em situações de emergência.

O presidente do Coren-DF, Elissandro Noronha, afirmou que o pedido pelo equipamento já havia sido apresentado anteriormente. O conselho também defende a criação de uma política específica de prevenção e enfrentamento à violência nas unidades públicas.

Além disso, o órgão cobra a regulamentação das leis nº 7.743/2025 e nº 7.934/2026. Uma delas estabelece a utilização de serviços especializados de vigilância privada nas unidades públicas de saúde do DF. A outra institui um programa voltado à proteção e à segurança dos profissionais da área.

O caso reacendeu a discussão sobre as condições de segurança oferecidas a trabalhadores da saúde durante o atendimento ao público.

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