Romero Britto revela em autobiografia que enfrentou câncer de próstata em segredo

Artista plástico conta que recebeu o diagnóstico em 2020, passou por cirurgia para retirada da próstata e manteve o tratamento longe dos holofotes; doença está em remissão
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Romero Britto revelou pela primeira vez que enfrentou um câncer de próstata. O artista plástico, de 64 anos, contou na autobiografia “A Arte da Felicidade” que recebeu o diagnóstico em 2020, durante a pandemia de Covid-19, e decidiu manter a doença e o tratamento em sigilo por cerca de seis anos.

O tumor foi descoberto após uma alteração identificada em exames de rotina. Segundo o relato do artista, ele repetiu os testes três vezes antes de realizar uma biópsia, que confirmou o câncer.

“Ainda me lembro da voz embargada do médico: ‘Romero, você tem câncer’. ‘Oh, my God!’, foi tudo o que consegui dizer”

LEIA MAIS

Cameron Douglas, filho de Michael Douglas, conta sua superação e lança autobiografia de sucesso

Romero Britto manteve tratamento em segredo

Após receber o diagnóstico, Romero decidiu não tornar publicamente conhecida a doença. Ele relata que seguiu as orientações médicas, mas procurou preservar a rotina, continuar trabalhando e lidar com o tratamento com serenidade.

“Decidi, então, não travar uma luta contra o câncer, e sim viver como se ele não existisse. Não me entenda mal, eu não ignorei o problema. Segui o tratamento, cumpri cada orientação médica, mas procurei manter a serenidade. Afinal, o destino estava nas mãos de Deus”

Depois de cerca de um ano de tratamento, Romero passou por uma cirurgia para a retirada da próstata. Segundo o relato publicado na autobiografia, o procedimento foi bem-sucedido e a doença está em remissão há dois anos.

O artista afirma estar atualmente “mais saudável do que nunca” e atribui à arte, à positividade e ao apoio das pessoas próximas parte da força que encontrou durante o período, além do tratamento médico.

Autobiografia revela episódio mantido longe do público

A revelação faz parte de “A Arte da Felicidade”, autobiografia em que Romero Britto revisita os 64 anos de vida e episódios até então desconhecidos do público.

O livro percorre a trajetória do pernambucano nascido no Recife, desde a infância até a projeção internacional como artista plástico. A obra também aborda a decisão de abandonar o curso de Direito e a mudança para Miami, nos Estados Unidos, onde abriu o próprio ateliê.

Romero também escreve sobre as críticas recebidas ao longo da carreira, o reconhecimento internacional e a relação com a arte durante diferentes momentos da vida.

Artista fala sobre impacto da arte durante tratamento

Ao relembrar o período em que enfrentou o câncer, Romero afirma que manteve a produção artística enquanto cumpria o tratamento indicado pelos médicos.

“Acredito que a arte, a positividade e o otimismo me ajudaram a atravessar esse período”

O artista também afirma no livro que se cercar de pessoas próximas, continuar criando e manter a rotina foram importantes para atravessar o diagnóstico.

A experiência com o câncer aparece, assim, como um dos capítulos mais pessoais da autobiografia, depois de ter permanecido fora do conhecimento do público desde o diagnóstico, em 2020.

Carregar Comentários