Na véspera do primeiro turno das Eleições 2026, candidatos aos governos estaduais ligados a Flávio Bolsonaro (PL) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegam à votação com possibilidade de definir as disputas já neste domingo (4), segundo levantamento do Terra baseado nas pesquisas mais recentes.
Entre os nomes associados politicamente a Flávio, seis aparecem em cenários que podem resultar em vitória no primeiro turno. No grupo de aliados de Lula, são cinco. Para que a disputa por um governo estadual termine neste domingo, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, excluídos brancos e nulos.
O cenário, no entanto, não significa que esses candidatos vencerão. As pesquisas registram as intenções de voto durante seus respectivos períodos de coleta e possuem margens de erro próprias.
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Seis aliados de Flávio aparecem com possibilidade de vitória no primeiro turno
No grupo de candidatos ligados a Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo; Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina; Marcos Rogério (PL), em Rondônia; Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul; Dr. Furlan (PSD), no Amapá; e Arthur Henrique (PL), em Roraima.
Segundo a consolidação publicada pelo Terra, quatro deles aparecem nas pesquisas mais recentes com percentuais de votos válidos próximos ou superiores a 60%: Riedel, Furlan, Arthur Henrique e Jorginho Mello.
Tarcísio e Marcos Rogério aparecem na faixa dos 50% dos votos válidos. Nos dois casos, a concentração da disputa entre os principais candidatos também mantém aberta a possibilidade de encerramento no primeiro turno.
Tarcísio, Jorginho e Riedel disputam a reeleição.
Cinco aliados de Lula estão em cenário semelhante
Entre os candidatos ligados ao presidente Lula, o levantamento cita Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; João Campos (PSB), em Pernambuco; e Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba.
Rafael Fonteles apresenta o maior percentual do grupo e aparece nas pesquisas mais recentes com mais de 70% dos votos válidos. Lucas Ribeiro registra 51%. Os dois disputam a reeleição.
Os cenários de Jerônimo, Elmano e João Campos são mais apertados. Os três aparecem em empate técnico com ACM Neto (União Brasil), Ciro Gomes (PSDB) e Raquel Lyra (PSD), respectivamente.
Ainda assim, a concentração dos votos entre os principais concorrentes mantém a possibilidade matemática de definição dessas disputas no primeiro turno.
Alianças estaduais não seguem necessariamente a disputa presidencial
O quadro eleitoral nos estados também apresenta alianças que não acompanham diretamente a divisão entre Lula e Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.
Na Bahia, por exemplo, o PL integra a coligação de ACM Neto, do União Brasil. O candidato, entretanto, declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD) na disputa pela Presidência, e não a Flávio.
Situação semelhante ocorre no Ceará. O PL faz parte da aliança de Ciro Gomes, mas o candidato do PSDB também não declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
Em Pernambuco, Raquel Lyra aparece competitiva na disputa estadual sem que PT ou PL façam parte de seu arco de alianças.
Essas diferenças mostram que alianças partidárias estaduais não significam necessariamente apoio ao candidato presidencial da mesma legenda ou campo político.
Pesquisas não antecipam resultado das urnas
O levantamento reúne pesquisas realizadas por diferentes institutos e em períodos distintos. Por isso, os números precisam ser analisados individualmente, levando em consideração a metodologia e a margem de erro de cada estudo.
Uma liderança registrada nas pesquisas, mesmo quando o candidato supera numericamente os 50% dos votos válidos, não garante vitória no primeiro turno.
A definição ocorrerá neste domingo, quando os eleitores escolherão os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal. Se nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro.