Coronel acusado de matar PM Gisele será interrogado nesta segunda em São Paulo

Geraldo Leite Rosa Neto será ouvido no Fórum Criminal da Barra Funda após novo laudo descartar hipótese de suicídio; oficial nega o crime e está preso preventivamente
Redação NC News
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O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto será interrogado pela Justiça nesta segunda-feira (5), no processo em que é réu por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. O depoimento está previsto para começar às 13h, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

O interrogatório ocorre poucos dias depois de um novo laudo do Instituto de Criminalística ser anexado ao processo. A perícia manteve as conclusões anteriores e apontou que a dinâmica encontrada no apartamento é incompatível com a hipótese de que Gisele tenha disparado contra a própria cabeça.

Geraldo está preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes. Ele nega ter matado a esposa e sustenta que Gisele tirou a própria vida.

Novo laudo diz ser impossível que PM Gisele tenha atirado contra a própria cabeça

Coronel deve ser questionado sobre novo laudo

Durante o interrogatório, Geraldo deverá ser questionado sobre pontos do processo e sobre as conclusões do novo laudo pericial, produzido para responder a questionamentos apresentados pela própria defesa.

Entre os elementos analisados pelos peritos estão a posição em que Gisele foi encontrada, a localização da arma, a visibilidade a partir do banheiro do apartamento e os vestígios de sangue.

A perícia também apontou elementos que indicam a participação de uma segunda pessoa na dinâmica da morte. O documento reforça conclusões anteriores da investigação e contesta a versão apresentada pelo tenente-coronel.

Gisele morreu após ser encontrada baleada no apartamento

Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida com um disparo de arma de fogo na cabeça em 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com Geraldo, no Brás, região central da capital paulista.

A policial foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas morreu em decorrência dos ferimentos. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio. Com o avanço das investigações e das análises periciais, essa hipótese passou a ser contestada.

Geraldo afirmou que estava tomando banho quando encontrou a esposa ferida. A perícia, porém, apontou incompatibilidades entre essa versão e os vestígios encontrados no imóvel.

Oficial também enfrenta processo que pode resultar na perda da patente

Além da ação criminal, Geraldo responde a um Conselho de Justificação da Polícia Militar. O procedimento administrativo analisa se o oficial tem condições de permanecer nos quadros da corporação e pode resultar na perda do posto e da patente.

O processo administrativo é independente da ação criminal. O tenente-coronel foi transferido para a reserva da Polícia Militar após a prisão.

Próximos passos

Geraldo já foi pronunciado e deverá ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. A data do júri ainda não foi marcada.

O interrogatório desta segunda integra o andamento do processo criminal. A defesa continua negando a acusação e sustentando a hipótese de suicídio, enquanto as perícias realizadas no caso apontam incompatibilidades com essa versão.

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