Giane Alves tinha apenas 32 anos, mas acumulava uma trajetória que começou longe das passarelas internacionais. Antes de trabalhar em cidades como Londres, Nova York e Milão, a baiana ganhava a vida como frentista em um posto de gasolina em São Paulo.
Foi justamente durante o expediente que a vida de Giane mudou. Uma olheira de uma agência de modelos percebeu seu potencial e a convidou para conhecer a empresa. A abordagem abriu caminho para os primeiros testes e, posteriormente, para uma carreira internacional.
A modelo morreu na sexta-feira (2), em Condeúba, no sudoeste da Bahia, após sofrer um infarto agudo do miocárdio. Giane deixa o marido, José Sobrinho, e os filhos Gael, de 7 anos, e Felipe, de cerca de um mês e meio.
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Giane não planejava ser modelo
Natural de Condeúba, na Bahia, Giane trabalhou durante meses como frentista em um posto de gasolina em São Paulo antes de entrar para o mundo da moda.
Em 2015, quando tinha 21 anos, ela contou que inicialmente não pretendia seguir a profissão. A possibilidade começou a ganhar espaço depois que uma mulher a abordou durante o trabalho e apresentou a jovem a uma agência.
Giane aceitou conhecer os profissionais e começou a participar de testes, ensaios e castings.
O que inicialmente não estava nos planos acabou se transformando em uma carreira que ultrapassou as fronteiras do Brasil.
De São Paulo para o mundo
Depois dos primeiros trabalhos, Giane começou a conquistar oportunidades fora do país.
A modelo passou por mercados importantes da moda e trabalhou em Londres, Nova York, Milão, Alemanha e Portugal, além de manter atividades profissionais no Brasil.
Por aqui, também chegou às passarelas da São Paulo Fashion Week.
Ao longo da carreira, Giane foi representada por agências em diferentes mercados internacionais, incluindo cidades como Milão, Barcelona, Hamburgo, Oslo e Tóquio.
Vogue e L’Officiel estão no currículo
A trajetória de Giane também chegou às páginas de importantes publicações do setor.
Ela realizou trabalhos ligados à Vogue Brasil e à Vogue Itália, além de L’Officiel e Elle.
Em 2016, a brasileira estampou a capa da L’Officiel Brasil. Giane também participou de um editorial publicado pela Vogue Itália.
Outros trabalhos foram publicados em veículos internacionais como a britânica Stella Magazine e a alemã Madame Germany.
A carreira construída a partir de uma descoberta inesperada em um posto de gasolina levou a baiana a circular por alguns dos principais mercados internacionais da moda.
Modelo decidiu voltar para a Bahia
Depois de anos entre São Paulo e cidades do exterior, Giane tomou a decisão de retornar ao interior da Bahia.
Segundo o agente e amigo de longa data Miguel Crispim, ela buscava uma rotina mais tranquila e queria criar os filhos perto da família.
Giane passou então a viver com o marido e os filhos no interior baiano, afastando-se da rotina intensa de viagens que havia marcado parte de sua carreira.
Ela havia dado à luz o segundo filho havia pouco mais de um mês.
Giane passou mal durante consulta do filho
Na sexta-feira (2), Giane acompanhava o filho caçula em uma consulta de rotina quando desmaiou dentro do hospital.
Ela recebeu atendimento imediatamente, mas não resistiu. Segundo Miguel Crispim, a causa da morte foi um infarto agudo do miocárdio.
O agente afirmou que a modelo não apresentava sinais clínicos anteriores, não bebia, não fumava e havia passado por uma gestação sem complicações.
Giane deixa o marido e dois filhos.
Aos 32 anos, a modelo encerrou uma trajetória que começou de maneira improvável durante o expediente em um posto de gasolina e chegou às passarelas, agências e editoriais de alguns dos principais centros internacionais da moda.