Aluno invade academia na Oscar Freire e promove quebra-quebra em São Paulo

Vídeo mostra o interior da unidade após a destruição; episódio ocorreu em uma das ruas mais conhecidas da capital.
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Novas imagens mostram como ficou o interior da academia Voi Fit, localizada na Rua Oscar Freire, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, após um aluno invadir a unidade e promover um quebra-quebra. Os registros revelam os danos causados a espelhos e equipamentos depois de uma confusão envolvendo a cobrança de dinheiro pago a um personal trainer.

O episódio ocorreu entre quarta-feira (7) e quinta-feira (8). Vídeos gravados por câmeras de segurança, alunos e funcionários mostram o homem discutindo com a equipe, agredindo o gerente e arremessando pesos e anilhas contra os espelhos. Durante a confusão, frequentadores deixaram a área de musculação.

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Novas imagens mostram destruição dentro da academia

Os registros feitos após o episódio mostram os estragos provocados no estabelecimento. Espelhos foram quebrados, e parte da estrutura da academia ficou danificada.

As imagens da confusão também mostram o aluno utilizando equipamentos de musculação para atingir os espelhos. Em outro momento, ele arremessa um notebook na direção de uma funcionária.

O gerente da unidade, Rubens Abrego Lourenço da Silva, relatou que a situação começou com uma cobrança relacionada a um profissional que oferecia aulas particulares aos frequentadores.

"Ele viu que a gente não estava dando bola, começou a bater no balcão, a nossa gerente começou a filmar, ele ficou nervoso, tentou agredí-la duas, três vezes, na quarta vez ele pega o notebook que está na mesa, dá um tapa no notebook, acerta o peito dela", disse.
“Ele viu que a gente não estava dando bola, começou a bater no balcão, a nossa gerente começou a filmar, ele ficou nervoso, tentou agredí-la duas, três vezes, na quarta vez ele pega o notebook que está na mesa, dá um tapa no notebook, acerta o peito dela”, disse.

Discussão teria começado por dinheiro pago a personal trainer

Segundo o gerente, o aluno alegava ter adiantado R$ 1.300 a um personal trainer que trabalhava na academia. O profissional estaria afastado por problemas de saúde, e as aulas previstas não teriam sido realizadas.

O aluno apresentou uma versão diferente sobre os valores, afirmando à polícia que teria pago aproximadamente R$ 2 mil ao profissional.

A administração da academia informou que o acordo financeiro teria sido realizado diretamente entre o aluno e o personal trainer, sem participação da empresa.

O aluno, por sua vez, afirmou que procurou a unidade porque o profissional havia sido indicado pela própria academia. Ele também alegou ter sido agredido durante a confusão.

Aluno voltou ao estabelecimento e quebrou espelhos

De acordo com o relato do gerente, o primeiro episódio ocorreu na quarta-feira (7), quando o aluno foi à academia cobrar o dinheiro e discutiu com funcionários.

Na manhã de quinta-feira (8), ele retornou ao estabelecimento. Segundo a administração, o homem teria exigido que as imagens da confusão anterior fossem apagadas.

Posteriormente, voltou novamente à unidade, ultrapassou a catraca e começou a destruir os espelhos com pesos e anilhas de musculação.

O gerente afirmou que os prejuízos materiais podem chegar a R$ 50 mil, mas ressaltou que o valor ainda dependia de uma avaliação definitiva.

Academia nega responsabilidade por acordo financeiro

Em comunicado, a Voi Fit declarou que não participou nem intermediou a relação financeira entre o aluno e o profissional.

A empresa também afirmou que não recebeu valores referentes ao acordo particular e repudiou as ameaças, agressões e depredações registradas na unidade.

Segundo a academia, medidas estão sendo adotadas para preservar imagens e outras provas, além de buscar a responsabilização pelos danos.

Polícia Civil investiga agressões e danos

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o aluno é suspeito de agredir dois homens e causar danos ao estabelecimento.

O caso foi registrado como lesão corporal e dano e encaminhado ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros.

A Polícia Civil requisitou exames de corpo de delito ao Instituto Médico Legal (IML). As circunstâncias das agressões e da destruição serão apuradas durante a investigação.

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