Flávio aposta em Pavanato para virar o jogo na periferia de SP, onde Lula levou vantagem

Segundo bastidores, senador quer usar a força do deputado entre jovens, motoristas de aplicativo e entregadores. Tarcísio também deve ganhar mais espaço na campanha.
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Flávio Bolsonaro (PL) quer levar o deputado federal Lucas Pavanato, o mais votado de São Paulo, para dentro da periferia paulistana no segundo turno. Segundo bastidores obtidos pelo NC News, a ideia é usar a popularidade do parlamentar para chegar a eleitores da zona leste e de outros bairros populares da capital, onde Lula (PT) abriu vantagem.

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O problema: a capital não acompanhou o estado

No estado de SP, Flávio foi bem: teve 51,93% dos votos válidos, contra 38,20% de Lula. Na capital, o cenário virou. O petista ficou com 46,58%, e o senador, com 42,13%. A diferença foi de 4,45 pontos, segundo dados divulgados pelo TSE.

Nas periferias, a distância foi maior. Em São Mateus, Lula teve 52,44%, contra 37,49% de Flávio. Em Guaianases, a vantagem passou de 13 pontos. No Jardim São Luís, foram 51,57% a 37,31%.

Já o senador levou a melhor em áreas centrais e de classe média. No Jardim Paulista, fez 48,25%, contra 38% de Lula. Em Santo Amaro, foram 48,32% a 37,04%. Ele também venceu na Lapa, em Pirituba e no Lauzane Paulista.

Por que Pavanato?

O deputado tem votação expressiva e forte presença nas redes sociais. Segundo o bastidor, ele pode funcionar como ponte com públicos que não deram a Flávio a mesma vantagem de outras regiões: jovens conservadores, motoristas de aplicativo e entregadores.

Esses grupos lidam diariamente com segurança pública, custo de vida, renda e condições de trabalho, temas que pesam no voto. Ou seja, não basta levar um nome conhecido ao bairro. A campanha precisa mostrar que entende os problemas de quem mora ali.

Tarcísio também entra em campo

Flávio também quer mais participação do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos), que teve 62,65% dos votos válidos no primeiro turno. Tarcísio esteve em Brasília no início da semana, em reuniões com Flávio e integrantes da campanha. Entre os assuntos, a estratégia para o segundo turno e possíveis agendas conjuntas.

O que está em jogo

Para Lula, o desafio é manter a vantagem nos distritos periféricos e preservar o resultado na capital. Para Flávio, é crescer nesses locais sem perder força nas regiões em que já vencia.

O calendário de agendas e o formato das ações nos bairros ainda não foram informados. O que já está claro é que, no segundo turno, a periferia de São Paulo virou um dos principais campos de disputa.

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