O grupo jurídico Prerrogativas anunciou que pretende pedir à Polícia Federal (PF) a abertura de uma investigação para apurar informações de que o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria sido incentivado a apresentar um relato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o grupo, haveria uma suposta promessa de benefícios judiciais ao ex-banqueiro e a seu pai em troca das declarações. Até o momento, não há confirmação independente dessas alegações.
A iniciativa ocorre após a revista Veja divulgar informações atribuídas a Vorcaro sobre um suposto financiamento de R$ 30 milhões para um documentário sobre Lula, dirigido pelo cineasta Oliver Stone. O relato não avançou na Procuradoria-Geral da República (PGR) por insuficiência de provas, segundo a reportagem. O presidente negou ter solicitado ou recebido vantagens financeiras do ex-banqueiro.
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Grupo afirma ter recebido informações sobre promessa de soltura
De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o coordenador do Prerrogativas, advogado Marco Aurélio Carvalho, afirmou que o grupo recebeu relatos de que Vorcaro teria sido estimulado a prestar declarações envolvendo o financiamento do documentário sobre Lula.
Segundo essa versão, o ex-banqueiro teria recebido a promessa de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica após as eleições de 2026. Seu pai, Henrique Vorcaro, teria a possibilidade de deixar a prisão imediatamente.
Carvalho afirmou que o grupo pretende solicitar à Polícia Federal a apuração da veracidade dessas informações.
A existência de uma promessa de soltura, assim como a alegação de que o depoimento teria sido orientado para produzir consequências políticas, ainda não foi demonstrada por provas independentes divulgadas publicamente.

Acusações sobre documentário não avançaram na PGR
O episódio está relacionado a informações divulgadas pela revista Veja nesta sexta-feira (9). Segundo a publicação, Vorcaro relatou supostos pagamentos destinados à produção de um documentário sobre Lula, em meio a negociações envolvendo investimentos de fundos de pensão.
O ex-banqueiro teria apresentado essas alegações durante uma tentativa de colaboração premiada. A PGR, entretanto, não deu prosseguimento ao relato por considerar insuficientes os elementos apresentados para comprovar os supostos pagamentos.
Isso não significa que a falsidade das declarações tenha sido demonstrada, mas que as acusações não foram sustentadas por provas suficientes para avançar nos termos relatados.
Lula negou qualquer recebimento de vantagens financeiras. A existência do documentário, lançado em 2024, não comprova as alegações sobre sua forma de financiamento.
O que ainda precisa ser esclarecido?
O caso envolve duas questões diferentes: a veracidade das acusações originalmente atribuídas a Vorcaro e a suspeita, levantada posteriormente pelo Prerrogativas, de que ele teria sido incentivado a apresentar um relato falso.
Até agora, não foram apresentados publicamente elementos suficientes para confirmar a suposta negociação de benefícios judiciais. Também não há demonstração independente de que as acusações contra Lula sejam verdadeiras.
O anúncio do grupo jurídico representa uma iniciativa para solicitar apuração, não uma conclusão oficial da Polícia Federal sobre os fatos.
O esclarecimento do episódio dependerá da verificação das informações pelas autoridades competentes e da manifestação dos envolvidos.