Minas Gerais registrou a abertura de aproximadamente 448 mil pequenos negócios entre janeiro e setembro de 2026, o segundo maior volume do país, atrás apenas de São Paulo. Segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o estado respondeu por 10,2% dos 4,39 milhões de novos empreendimentos criados no Brasil nos nove primeiros meses do ano.
O resultado coloca Minas à frente do Rio de Janeiro, responsável por 8,2% das aberturas, enquanto São Paulo lidera o ranking nacional, com 29,7%. Somente em setembro, 46,5 mil empresas foram abertas em Minas Gerais, das quais 75% eram de microempreendedores individuais (MEIs). Na comparação com o mesmo mês de 2025, o número de novos negócios mineiros cresceu 2,97%.
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Os microempreendedores individuais representam a maior parcela dos pequenos negócios formalizados no Brasil neste ano. De acordo com o Sebrae, 77% das empresas abertas entre janeiro e setembro eram MEIs, enquanto as microempresas responderam por 19% e as empresas de pequeno porte, por 4%.
Abertura de pequenos negócios cresce em setembro
O Brasil registrou 452,6 mil novos pequenos negócios em setembro, aumento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 428,9 mil aberturas. O segmento respondeu por 96,5% de todos os novos CNPJs registrados no país naquele mês.
No acumulado de janeiro a setembro, a abertura de MEIs cresceu 14% em comparação com o mesmo intervalo de 2025. Já o número de novas microempresas e empresas de pequeno porte avançou 11,5%.
Apesar de ocupar a segunda posição nacional em volume de novos negócios, Minas Gerais não aparece entre os estados com os maiores crescimentos percentuais. Na abertura de MEIs, os destaques foram Amapá (42,6%), Maranhão (25,7%) e Ceará (25,2%).
Entre as micro e pequenas empresas, os maiores avanços foram registrados no Distrito Federal (24,3%), Mato Grosso do Sul (23,6%) e Paraná (21,6%).
Setor de serviços lidera abertura de empresas
O setor de serviços concentrou 64% dos pequenos negócios abertos no Brasil em setembro, com aproximadamente 288 mil novos CNPJs. O comércio apareceu na segunda posição, com 93,5 mil empresas, equivalente a 21% do total, seguido pela indústria, com 37,4 mil registros, ou 8%.
Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, a expansão dos pequenos negócios demonstra a participação do segmento na geração de renda e de oportunidades de trabalho.
“São homens e mulheres que acordam pela manhã e contribuem para a criação de novos empregos, para a inclusão social e a distribuição de renda por meio dos seus negócios”, afirmou.