Um forte terremoto de magnitude 7,6 atingiu o Panamá nesta sexta-feira (9) e provocou alertas de tsunami em regiões banhadas pelo Oceano Pacífico. O tremor, inicialmente estimado em magnitude 8,0, teve sua intensidade revisada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e foi sentido também na Costa Rica.
O abalo ocorreu por volta das 14h56, no horário de Brasília, com epicentro próximo à costa sul panamenha. Segundo o USGS, o terremoto foi registrado a aproximadamente 10 quilômetros de profundidade, nas proximidades da localidade de Pitaloza Arriba.
O impacto levou moradores a deixarem edifícios na Cidade do Panamá. Até as primeiras atualizações, não havia confirmação de mortes, enquanto autoridades locais avaliavam possíveis danos e acompanhavam o risco de novas ocorrências.
Defesa Civil confirma tsunami meteorológico após mar avançar e causar estragos em SC
Alerta de tsunami atinge países da América Central e do Sul
Após o terremoto, o Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos identificou possíveis ameaças para áreas da costa do Pacífico da América Central, além de regiões da Colômbia e do Equador.
Os avisos levaram autoridades a reforçar o monitoramento do litoral e orientar a população a acompanhar os comunicados oficiais.
A emissão de um alerta não significa que ondas destrutivas necessariamente atingirão todas as localidades mencionadas. O risco depende de fatores como a profundidade do terremoto, o deslocamento do fundo do mar e as características da costa.
Tremor foi sentido na Costa Rica
Além do Panamá, o terremoto foi percebido em San José, capital da Costa Rica, segundo relatos de testemunhas à agência Reuters.
Imagens divulgadas pela imprensa mostraram pessoas deixando prédios após o abalo. As autoridades panamenhas iniciaram avaliações de segurança e passaram a acompanhar possíveis réplicas.
A região está próxima de áreas de intensa atividade tectônica, onde o movimento das placas da crosta terrestre pode provocar terremotos de grande magnitude.
Magnitude foi revisada de 8,0 para 7,6
Os primeiros registros apontavam um terremoto de magnitude 8,0. Posteriormente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos atualizou a estimativa para 7,6, após a análise de novos dados sísmicos.
Esse tipo de revisão é comum após grandes terremotos. As primeiras medições são produzidas rapidamente para orientar os alertas de emergência, enquanto avaliações posteriores permitem calcular com maior precisão a magnitude e a localização do evento.
Mesmo após a revisão, o tremor continua classificado como um terremoto de grande magnitude, capaz de provocar danos significativos dependendo da proximidade das áreas habitadas e das condições das construções.
Autoridades acompanham possíveis réplicas
Depois de um terremoto de grande intensidade, outros tremores podem ocorrer na mesma região. Essas réplicas podem ser sentidas pela população e representar riscos adicionais para estruturas já afetadas.
As autoridades seguem monitorando a atividade sísmica e as condições do Oceano Pacífico para avaliar a necessidade de novas medidas de proteção.
Novas informações sobre eventuais vítimas, danos e alertas de tsunami poderão ser divulgadas conforme o avanço das avaliações oficiais.