A americana Christa Pike, de 50 anos, recebeu alta hospitalar neste sábado (10), após sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal nos Estados Unidos. Condenada à morte pelo assassinato de uma colega em 1995, ela foi transferida de volta para a prisão feminina Debra K. Johnson Rehabilitation Center, em Nashville, no Tennessee, onde continuará recebendo atendimento médico.
A tentativa de execução ocorreu em 30 de setembro, quando foram administradas duas doses do medicamento pentobarbital. O procedimento não provocou a morte da detenta, que foi levada ao hospital em estado crítico e sofreu ferimentos graves nos braços durante as tentativas de aplicação dos medicamentos.
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Detenta ainda precisa de cuidados médicos
Segundo os advogados de Christa, apesar da alta, ela ainda precisa de acompanhamento durante a recuperação. Nos últimos dias, a defesa informou que a detenta voltou a caminhar com ajuda, apresentou melhora nos movimentos dos braços e conseguiu retomar a alimentação regular.
Em comunicado, os advogados afirmaram que Christa agradeceu aos socorristas e à equipe médica pelo atendimento recebido após a falha no procedimento.
A defesa também pediu que a pena de morte seja substituída por prisão perpétua. O pedido ocorre após o episódio que impediu a conclusão da execução e levantou questionamentos sobre os procedimentos utilizados pelo estado do Tennessee.
Governo suspende novas execuções
Após o caso, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções previstas no estado até o fim de 2026 e determinou uma revisão independente sobre o que aconteceu. O episódio foi o segundo problema registrado em uma tentativa de execução no estado neste ano.
Em maio, a execução de outro detento, Tony Carruthers, não foi concluída porque a equipe responsável não conseguiu estabelecer o acesso intravenoso necessário para administrar os medicamentos.
O caso de Christa também provocou mudanças na administração penitenciária. Frank Strada, então responsável pelo Departamento de Correção do Tennessee, deixou o cargo após o episódio.
Justiça determina preservação de provas
Uma juíza determinou que as autoridades preservem documentos e materiais relacionados à tentativa de execução, incluindo seringas, equipamentos de infusão e a solução utilizada no procedimento. A medida atende a um pedido da defesa, que busca esclarecer o que ocorreu na sala de execução.
Os advogados questionam a condução do procedimento e afirmam que é necessário investigar se os direitos constitucionais da detenta foram violados. O governo do Tennessee, por sua vez, declarou anteriormente que o protocolo previsto havia sido seguido.
Christa Pike foi condenada por assassinato em 1995
Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, sua colega em um programa de formação profissional. O crime aconteceu em 1995, em Knoxville, também no Tennessee. Pike tinha 18 anos na época.
Segundo os registros do caso, ela levou a vítima a uma área isolada do campus da Universidade do Tennessee com a participação do namorado, Tadaryl Shipp, e de Shadolla Peterson. Slemmer foi torturada e morta. Shipp recebeu prisão perpétua, enquanto Peterson colaborou com a investigação e recebeu uma pena mais branda.
Christa passou mais de três décadas no corredor da morte. A tentativa frustrada de execução em setembro chamou atenção por ser um caso raro de sobrevivência após a administração de medicamentos letais nos Estados Unidos.
Entenda o contexto
A tentativa de execução de Christa Pike ocorreu em 30 de setembro de 2026, no Tennessee. Após receber duas doses de pentobarbital, ela sobreviveu e foi levada ao hospital em estado crítico. Depois de dez dias de internação, recebeu alta e retornou à prisão, onde seguirá em tratamento. A defesa pede que a pena de morte seja convertida em prisão perpétua, enquanto o estado investiga a falha no procedimento.