O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou, neste sábado (10), de uma celebração religiosa no Maracanãzinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde cantou com fiéis e afirmou enfrentar uma “guerra espiritual” durante a campanha eleitoral. Diante do ginásio lotado, o presidenciável relacionou as dificuldades da disputa política ao que chamou de ataques e mentiras de adversários.
O encontro marcou as comemorações dos 100 anos da Assembleia de Deus Ministério de Madureira e reuniu lideranças evangélicas, autoridades e apoiadores. Durante a programação, Flávio cantou o “Hino da Vitória” e recebeu manifestações de apoio à candidatura, a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais.

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Flávio fala em guerra espiritual durante discurso
Ao subir ao palco, Flávio Bolsonaro afirmou que enfrenta dificuldades na campanha e acusou adversários de tentar enganar a população. O senador utilizou referências religiosas para descrever o cenário político e pediu orações aos participantes.
“Não pensem que é fácil sair de casa todos os dias e enfrentar, além de inimigos mentirosos, que tentam usar a arma do diabo, que é a mentira, para enganar muita gente”, declarou.
O candidato também afirmou acreditar que o Brasil atravessa uma guerra espiritual. Durante sua participação, conduziu declarações de fé e proteção divina, que disse repetir diariamente em favor de si mesmo e de sua família.
Flávio defendeu a existência de um propósito divino para o país e destacou a importância da participação dos brasileiros nesse processo. As afirmações foram apresentadas como parte de seu discurso religioso e político.
Bispo faz referências à candidatura durante celebração
Um dos momentos de maior repercussão ocorreu durante a fala do bispo Samuel Ferreira, liderança da Assembleia de Deus Ministério de Madureira.
O religioso conduziu o público em um coro com a expressão “irmão vota em irmão” e afirmou que, se pudesse, pediria votos para Flávio Bolsonaro. Apesar das declarações, Ferreira insistiu que não estava fazendo um pedido eleitoral direto.
O bispo elogiou o candidato e o apresentou aos participantes como futuro presidente da República. Parte do público respondeu com gritos de apoio e referências ao número 22, utilizado pelo PL nas urnas.
Ao receber o microfone, Flávio comentou as manifestações e afirmou que, embora o bispo não tivesse pedido votos, os fiéis demonstravam apoio à candidatura.
Evento religioso ocorre durante campanha do segundo turno
A participação de Flávio Bolsonaro no encontro acontece em meio à mobilização das candidaturas para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
O uso de manifestações religiosas em eventos com a presença de candidatos também levanta discussões sobre os limites da propaganda eleitoral em ambientes de culto.
Embora manifestações individuais de preferência política sejam permitidas, o uso de estruturas religiosas para promover candidaturas pode ser analisado pela Justiça Eleitoral conforme as circunstâncias e a legislação aplicável.
Até o momento, não há informação de decisão judicial que tenha considerado irregular a participação de Flávio no evento deste sábado.
Jair Bolsonaro é mencionado durante encontro
Durante a celebração, o bispo Samuel Ferreira também fez referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do candidato, e lamentou sua prisão.
Flávio voltou a mencionar o ex-presidente e afirmou acreditar que ele será libertado. O senador também projetou um resultado favorável à própria candidatura, em declarações dirigidas aos participantes.
O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), esteve presente na comemoração e agradeceu o apoio recebido nas eleições estaduais.
Candidato também participou de motocarreata no Rio
Antes de comparecer ao Maracanãzinho, Flávio Bolsonaro cumpriu outros compromissos de campanha no estado do Rio de Janeiro.
Pela manhã, participou de uma motocarreata em São Gonçalo, ao lado de Douglas Ruas e do prefeito Capitão Nelson. A programação também incluiu um encontro com apoiadoras na capital fluminense.
As atividades fazem parte da estratégia de mobilização do candidato para a reta final da disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com votação prevista para o dia 25 de outubro.