Lula mira Centrão após apoio a Flávio Bolsonaro e prepara nova estratégia eleitoral

Campanha petista pretende associar o adversário e seus aliados a grupos econômicos privilegiados e retomar críticas à atuação do Congresso em medidas que afetaram a tributação de investimentos e apostas.
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende transformar o apoio de partidos do Centrão à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) em um dos principais alvos do discurso eleitoral no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A estratégia busca associar o senador e seus aliados a grupos econômicos privilegiados e reforçar a imagem de Lula como defensor dos interesses populares.

Segundo reportagem de Marcela Mattos, do UOL, publicada neste sábado (10), a equipe de comunicação do petista planeja retomar críticas à chamada “bancada BBB”, expressão usada pelo PT para se referir a bancos, bets e bilionários. A estratégia faz parte de uma reformulação da campanha após o resultado do primeiro turno, em que Flávio terminou à frente de Lula.

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Campanha quer resgatar disputa sobre impostos e bets

Um dos pontos que a equipe de Lula pretende explorar é o episódio de outubro de 2025, quando a Câmara dos Deputados derrubou uma medida provisória do governo que previa mudanças na tributação de investimentos e o aumento da taxação das empresas de apostas esportivas, conhecidas como bets.

A proposta perdeu validade após uma articulação de partidos de centro no Congresso. Na ocasião, Lula passou a criticar a atuação dos parlamentares e a sustentar que decisões políticas favoreciam setores econômicos em detrimento da população.

Agora, a campanha pretende recuperar esse episódio para questionar os efeitos que uma eventual aproximação entre Flávio Bolsonaro e o Centrão poderia ter sobre políticas sociais e decisões econômicas. A possibilidade de cortes em benefícios sociais é apontada pela equipe petista como um dos argumentos a serem explorados na disputa.

Flávio amplia alianças no segundo turno

O movimento da campanha de Lula ocorre em meio à ampliação dos apoios políticos a Flávio Bolsonaro. Na primeira semana do segundo turno, o senador recebeu adesões de partidos como União Brasil, Progressistas (PP), Republicanos, Podemos e Novo, além do apoio de lideranças políticas que disputaram o primeiro turno.

As alianças ampliam a base política do candidato do PL e aumentam a presença de partidos de centro e de direita em sua campanha. Ainda assim, os posicionamentos partidários nacionais não significam necessariamente que todos os diretórios estaduais ou filiados atuarão da mesma forma.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Até a votação, as campanhas buscam ampliar suas alianças, conquistar eleitores e reforçar suas mensagens nas redes sociais e nos atos públicos.

Lula deve manter vídeos nas redes sociais

Além das críticas aos adversários, a equipe do presidente pretende manter a produção de vídeos gravados em formato de selfie. Nas publicações, Lula apresenta propostas defendidas pelo governo, como o fim da escala de trabalho 6×1, e faz críticas ao candidato do PL.

De acordo com interlocutores da campanha ouvidos pelo UOL, o formato aumentou o engajamento nas redes sociais e ajudou a diversificar a comuni

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