A frota de patinetes elétricos compartilhados dobrou em menos de dois anos na cidade de São Paulo, passando de 4 mil para 8 mil equipamentos. No mesmo período, mais de 2.500 usuários tiveram as contas bloqueadas pelas duas empresas que operam o serviço na capital por descumprimento das regras de utilização.
Desde 2025, a empresa Whoosh suspendeu mais de 2 mil usuários, enquanto a Jet bloqueou cerca de 500 clientes. As medidas foram adotadas diante de situações que vão de vandalismo a comportamentos considerados perigosos para a segurança no trânsito.
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Entre as principais irregularidades identificadas pelas empresas estão o transporte de duas pessoas no mesmo patinete, a liberação dos equipamentos para menores de idade e o estacionamento fora das áreas autorizadas.
No Brasil, as duas plataformas contabilizam aproximadamente 17 mil bloqueios. Segundo os dados divulgados, as suspensões representam cerca de 1% dos usuários das empresas no país.
As plataformas também afirmam adotar medidas de prevenção, como monitoramento, canais de denúncia e ações educativas para reduzir situações de risco. Usuários que tiveram as contas suspensas podem procurar o suporte das empresas para solicitar esclarecimentos ou uma análise do bloqueio.
Frota cresceu com a expansão do serviço
A expansão ocorreu após a retomada do aluguel de patinetes compartilhados na capital, em dezembro de 2024. Atualmente, a Whoosh disponibiliza cerca de 3 mil equipamentos, ante mil no primeiro semestre de 2025. Já a Jet passou de 3 mil patinetes no ano passado para aproximadamente 5 mil neste ano.
A infraestrutura de estacionamento também aumentou. A Jet ampliou seus pontos de parada de 600 para 1.300 em 2026, enquanto a Whoosh conta com cerca de 420 locais distribuídos pela cidade.
Segundo as empresas, os patinetes são utilizados principalmente em deslocamentos curtos, com trajetos médios de 2,5 quilômetros e maior volume de viagens nos dias úteis, especialmente no início e no fim do expediente.
Fiscalização municipal começa em outubro
A expansão do serviço ocorre em meio ao reforço das regras de circulação na capital paulista. A Prefeitura prevê iniciar em outubro a fiscalização de bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual, incluindo patinetes.
A medida busca ampliar o cumprimento das normas de trânsito e aumentar a segurança de pedestres e ciclistas. As infrações identificadas poderão ser vinculadas ao CPF do condutor.
Pelas regras municipais, os patinetes podem circular em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, com velocidade máxima de 20 km/h. Em espaços compartilhados com pedestres, o limite é de 6 km/h. A circulação em calçadas comuns é proibida.