Atlético-MG e Santos empataram em 0 a 0 na tarde deste domingo, na Arena MRV, em Belo Horizonte, em um jogo intenso que manteve tudo aberto na disputa por vaga na Copa Libertadores: o Galo segue em 7º lugar, com 44 pontos, e o Peixe permanece em 8º, com 42.
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Equilíbrio, trave no fim e ataque zerado
O confronto da 30ª rodada do Campeonato Brasileiro começou às 16h e foi marcado por alternância de domínio e boas chances para os dois lados, mas também por falta de capricho nas finalizações. O lance mais perto do gol saiu já nos acréscimos do segundo tempo: Kauã Pascini recebeu cruzamento de Natanael e, de canhota, bateu de um ângulo difícil pela esquerda. A bola explodiu na trave e saiu, mantendo o 0 a 0 no placar.
Ao longo da partida, o Atlético-MG tentou aproveitar o apoio da torcida e o histórico recente positivo em casa para “aproveitar o fator casa para subir na tabela nesta reta final”. O time mineiro criou as principais jogadas pelas pontas, especialmente com Victor Hugo e o próprio Kauã Pascini, além de finalizações de Thiago Borbas e Alexsander.
Do outro lado, o Santos mostrou organização defensiva e força no contra-ataque. Everton Cebolinha, que “volta após ficar fora contra o Flamengo”, levou perigo em chutes de média distância, enquanto Gabriel Barbosa e Rodinei também finalizaram com perigo. Em um dos lances mais agudos, Everton recebeu de Gustavo Henrique e bateu de fora da área, raspando o ângulo.
Substituições ofensivas e lesão de Willian Arão
O duelo já começou movimentado. Logo aos 3 minutos, Thiago Borbas arriscou de fora da área pela primeira vez para o Atlético-MG. O Santos respondeu com chegadas de Everton e Gabriel Bontempo, também em chutes de média distância, tentando aproveitar os espaços deixados pelo Galo.
Aos 9 minutos, o time paulista precisou fazer uma mudança forçada: Willian Arão sentiu lesão e foi substituído por Luan Peres, alteração que mexeu na estrutura defensiva, mas não tirou a solidez da equipe. O jogo seguiu com muitas disputas no meio-campo e sequência de faltas que quebraram o ritmo.
O Atlético-MG insistiu pelas laterais. Victor Hugo apareceu bem aos 11 e aos 28, em finalizações de canhota, uma delas travada pela defesa santista. Perto do intervalo, ele ainda finalizou da direita da área, obrigando Diógenes a segurar firme, sem rebote. O Santos respondeu em escanteios e chutes de fora da área, mantendo o duelo aberto.
Os times foram para o vestiário com igualdade no marcador. “O Atlético Mineiro e Santos vão para os vestiários com um empate sem gols, após um primeiro tempo disputado e com oportunidades para ambas as equipes”, refletindo o equilíbrio visto em campo.
Treinadores apostam no ataque, mas gol não sai
No intervalo, os dois técnicos deixaram claro que não queriam o empate. “Ambos os treinadores mexem em suas equipes no intervalo: Alan Minda entra no lugar de Victor Hugo no time mineiro, enquanto Rony substitui Benjamín Rollheiser na equipe visitante”. As alterações tinham a intenção de dar novo fôlego ao setor ofensivo.
O segundo tempo manteve a mesma tônica de intensidade e equilíbrio. O Atlético-MG adiantou suas linhas, forçou escanteios e continuou explorando as pontas, enquanto o Santos tentava acelerar as transições quando recuperava a bola, sustentado pela boa atuação de sua linha defensiva.
Neymar, cuja condição física ainda é tratada com cautela pelo Santos — “a dúvida é sobre a titularidade de Neymar, que voltou a jogar no meio da semana, entrando no segundo tempo” —, segue como peça central no planejamento da equipe para as próximas rodadas, mas o protagonismo ofensivo neste domingo ficou mais dividido entre Everton Cebolinha e Gabriel Barbosa.
Na reta final, o Galo aumentou a pressão empurrado pela torcida e quase foi premiado com o gol de Kauã Pascini na trave, já aos 48 minutos. O Santos conseguiu conter a blitz final e saiu de campo valorizando o ponto conquistado fora de casa.
Entenda o contexto
Atlético-MG e Santos chegaram à Arena MRV separados por apenas dois pontos na briga direta por vaga na Libertadores, depois de empates emocionantes na rodada anterior: o Galo buscou o 2 a 2 contra o Athletico-PR fora de casa nos acréscimos, enquanto o Santos “chega confiante depois de segurar o líder do campeonato”, também em 2 a 2, com Neymar marcando dois gols de pênalti após sair do banco.
O resultado deste domingo mantém exatamente esse cenário de equilíbrio. O Atlético-MG, com 44 pontos, perde a chance de abrir vantagem maior em casa e pressionar os rivais do G-7. Já o Santos, agora com 42 pontos, volta para casa com a sensação de missão parcialmente cumprida: segurou um concorrente direto fora de seus domínios e preservou suas chances de vaga na competição continental.
Para ambos, o recado que fica é a necessidade de mais eficiência ofensiva na reta final do Brasileirão. A defesa santista se destacou pela consistência, enquanto o ataque atleticano, apesar do volume, parou na trave e nas mãos de Diógenes. As próximas rodadas devem trazer ajustes táticos, sobretudo na criação e na finalização, em um cenário em que cada ponto pode ser decisivo para quem sonha com Libertadores e, no horizonte mais distante, com vitrine internacional rumo ao Mundial de Seleções.